The Killing

Uma jovem em fuga; um(a) assassino(a) impiedoso(a). Uma morte brutal. O que em CSI seria um roteiro desenvolvido de forma atropelada em 40 e poucos minutos até o seu desfecho, em The Killing será, aparentemente, o combustível que vai durar no mínimo uma temporada inteira. De cara, é possível perceber que o roteiro adotará um tom meticuloso, mas que em nada pode ser considerado arrastado. Em seu último dia de trabalho na delegacia da chuvosa Seattle, a detetive Sarah Lindle vê seus planos de mudança para Los Angeles serem interrompidos pela notícia do desaparecimento de Rosie Larsen, uma jovem de classe média. Pouco a pouco, à medida em que a investigação caminha num ritmo quase real – sem milagrosos recursos periciais – o mistério que cerca a morte da garota vai se tornando naturalmente envolvente enquanto uma colcha de provas, suspeitos e informações desconexas se junta. É tocante acompanhar as graduais revelações do drama (do corpo de Rosie num porta-malas inundado até um macabro vídeo num porão onde supostamente tudo começou) sob a fria paleta de cores utilizada nos filtros e a pontual trilha-sonora. Com apenas três episódios exibidos, The Killing já mostrou que é uma série de investigação com um enfoque diferente, com toda a qualidade do American Movie Classics, canal que nos presenteou com Breaking Bad, Mad Men e The Walking Dead, séries únicas em cada estilo. O drama ainda não tem previsão de estreia no Brasil e é exibido todo domingo nos EUA.

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