Contém spoilers da exibição americana.
Vocês estão curtindo Game of Thrones? Não sei se sou só eu, mas achei o segundo episódio deveras arrastado, contraditoriamente com alguns acontecimentos pontuais atropelados, como foi o caso do atentado contra o menino Bran. Aliás, ele estava dormindo muito pacificamente, não transmitindo qualquer situação de perigo de vida (diminuindo significativamente a intensidade dramática do capítulo). Por não ter lido o livro (acredito), continuo achando confusa a quantidade de nomes, cargos e funções daquele povo. E outra, por que o Rei estava na estrada com Ned indo pra Porto Real e de repente eles apareceram de volta no castelo pra lidar com o caso dos filhos e lobos? Perdi alguma coisa? (sim, perdi, já me explicaram que tudo se passa na estrada). De qualquer forma, a série deveria funcionar de forma independente da obra que se baseia, podendo ser um pouco mais “didática” com o espectador (vide True Blood). De qualquer forma, na segunda metade da exibição o ritmo foi retomado, com destaque para a trama de Dany com Drogo que deixa aquela pulga atrás da orelha: por que ela de repente quer agradá-lo? Tem coisa aí.
Dizem que a 3ª temporada de Fringe está impecável e eu assino embaixo. A série realmente mostrou a que veio neste ano com uma sequência tão boa de episódios que é raramente vista na TV. Confesso que eu não fui fã da história dos “imãs de alma” de William Bell e Olívia. Se o ator Leonard Nimoy disse que não quer mais atuar e “Belly” satisfatoriamente já havia deixado a série, sem pendências, trazê-lo de volta foi desnecessário. Óbvio que o trabalho de Anna Torv foi fenomenal, mas a execução como um todo careceu de uma mitologia mais bem elaborada para nos fazer acreditar que ele estava dentro dela e que tudo aquilo não era apenas uma ótima performance. Mas o grande cerne da temporada, a guerra entre os dois universos (algo que é repetido e prometido desde a 1ª temporada), realmente tomou forma de maneira grandiosa e que fez jus a toda a expectativa. Torço apenas para que Fringe não siga o caminho de Alias, com as tais profecias sendo engolidas pelo roteiro ao ponto de se tornarem insustentáveis ou, o que é pior, cheias de “adendos”. Gosto muito da série de Sydney Bristow (outra criação de Abrams), mas convenhamos que ela não era muito boa em seus desfechos. O título do último episódio da temporada se chama “O Dia em Que Morremos” e o trailer é de arrepiar. Qual lado sobreviverá?
A colega Claudia Croitor disse algo muito coerente sobre The Killing: a série não é somente sobre a morte de Rosie Larsen, e sim sobre a jornada de sua família, da polícia e dos (direta ou indiretamente) envolvidos neste crime. Após o episódio 1×05, deu pra ver que o drama extrapola com competência o que seria uma investigação puramente técnica e entra de cabeça nas emoções, na melancolia e nas reviravoltas do caso. A série possui um ritmo lento, sim, mas nunca de forma arrastada ou desinteressante. Cada cena de The Killing tem a sua importância, sempre avançando na história. Seu clima me lembra muito o de Damages e eu queria muito ver mais flashbacks da vida da garota. Tomara que a série insira este recurso narrativo em sua segunda metade. É muito cedo pra especular quem seria o culpado e imagino que a morte da garota tenha ocorrido em virtude de uma sucessão de culpa e dolo, num complexo concurso de crimes. Também penso que o(a) assassino(a) já nos fora apresentado(a) e até mesmo já tido como suspeito(a) (o professor, o candidato ou alguém de sua equipe, o colega de escola?). Mais importante do que descobrir a identidade do mal feitor, é descobrir a sua motivação, e este será o ponto alto deste drama.

Acabou e até agora está sendo difícil de acreditar que Michael Scott não mais sentará em sua escrivaninha na Dunder Mufflin/Sabre, Scranton. E o pior: no lugar dele está o repugnante e incompentente D’Angelo. Uma das grandes virtudes do personagem Michael Scott (reforçada pela ótima intepretação de Carell) era o fato do chefe da filial conseguir ser estúpido, mas adorável (algo que D’Angelo, propositadamente, não é). E é justamente quando não se pode mais esperar nada de Michael – vide Dwight – que ele consegue surpreender. Foram 7 excelentes temporadas com aquele sujeito nos fazendo rir de forma bastante peculiar e acredito que nenhum episódio de despedida dele teria sido capaz de causar o impacto que deveria. Mas foi satisfatório. Michael se despedindo de cada um de seus funcionários conseguiu render as últimas boas piadas e aquele “that’s what she said” fora do alcance do microfone já virou um clássico moderno. O The Office americano é Steve Carell e não tenho a menor noção do que esperar daqui pra frente. Pra mim a série acabou aqui. Vou continuar assistindo, é claro, mas mesmo que ela venha a durar mais 7 temporadas, nunca mais será a mesma. Esta semana começa um novo The Office.
[Pedro Araújo] De fato é uma produção de baixo custo, o que justifica ter sido feita para o Facebook. Seu único cenário é a lanchonete. Isso é legal, pois nos obriga a imaginar o que acontece quando as pessoas saem de lá para cumprir suas tarefas. Ainda mais quando já nesse primeiro episódio, podemos notar que “O Homem” propositalmente coloca seus clientes em tarefas cujo o sucesso de um significa o fracasso de outro. É manipulação total de pessoas e interesses, embora a gente não saiba exatamente qual o objetivo dele próprio. Me lembra bastante a época em que assistia LOST e Benjamin Linus fazia magistralmente essa figura de manipulador. The Booth at the End não é nada do tipo “nossa! Uau! Revolucionário!”, mas é interessante justamente pelo fato de ser uma história curta, em episódios suscintos que tem o seu quê de mistério e gera um interesse em saber como isso tudo se fecha. Tem também a vantagem de ser uma série para Facebook, que, além da novidade, avisa assim que sai um episódio novo e permite interação total entre os espectadores no próprio local de exibição da série.
[Camila Picheth] Como eu adoro Pawnee. Além de hospedar os melhores eventos (vide o Festival da Colheita com o Little Sebastian) e possuir a melhor história cultural (Pawnee: Paris da América; Pawnee: Bem vindos, soldados alemães; Pawnee: Comprometida com Zorp; Pawnee: Não é seguro viver aqui agora), é também a 4º cidade mais obesa da América. Ou melhor, era. No episódio 3×10, Chris resolve implementar uma política de emagrecimento e nós visitamos o habitat natural onde pessoas saudáveis compram suas comidas. Realmente foi novo e educativo para mim. Também tivemos Leslie entrando para o mundo de namoro virtual, o que (obviamente) não funcionou muito bem. Acho que se Anne tivesse escrito “Mulher loira, gosta de waffles e notícias”, as coisas teriam saído melhor. Parks and Recreations mais uma vez confirmou que Leslie e Ben são fofos e têm que ficar juntos, que Andy e April são um casal genial, que ninguém vence Ron Swanson (e que as melhores coisas são as mais simples), que Leslie é uma pessoa maravilhosa por achar tartarugas condescendentes e nos ensinou duas valiosas lições: trabalho pesado nunca compensa e cozinhar é idiota. Parks and Recreation é sempre uma agradável comédia!
[Camila Picheth] Quando assisti ao piloto de Vampire Diaries, basicamente odiei a série. Achei os personagens mal construídos e irritantes, os efeitos ruins e todo aquele negócio dos diários desnecessário. Após um ano, de tanto as pessoas falarem que eu deveria estar assistindo, resolvi dar uma segunda chance ao seriado do Boone de LOST. Pulei logo para o final da 1ª temporada e, para minha surpresa, achei bem instigante. Sem perceber, já tinha devorado os dez primeiros episódios da 2ª temporada e estava acompanhando a trama semanalmente. A história melhorou consideravelmente. Os personagens estão bem mais sólidos e definidos. Adorei a volta de Katherine, a transformação de Tyler e Caroline, a saída de Jenna da ignorância e a nova determinação de Elena – nada mais daquela garota indefesa. Os únicos que ainda me irritam é a Bonnie e o Matt, mas tenho fé que eles vão melhorar. Curti o arco dos lobisomens e toda a história dos Originais, nos levando ao grande vilão da temporada: Klaus. Estamos chegando no season finale e com que ótimo cliffhanger ficamos, não? Com Jenna virando vampiro, Damon com uma mordida de lobisomem e toda a esperança praticamente perdida, mal posso esperar pelo próximo episódio.
E aí, quais foram as séries e episódios que assistiram na última semana? Deixem seus comentários abaixo!




