Por Davi Garcia
“Se sou o tipo de homem que atiraria no melhor amigo, o que acha que eu faria com um cara que nem gosto?”. O sexto episódio desse, ainda irregular, 2º ano de The Walking Dead explorou a revelação de complicados segredos (Lori contando a Rick sobre seu envolvimento com seu parceiro), a discussão relacionada a uma decisão impostergável (o futuro da gravidez de Lori, claro), além da crescente sombra da possibilidade que o grupo liderado por Rick tem de ser obrigado a deixar o ‘conforto’ da fazenda de Hershel a pedido deste. Contudo, mais do que os desdobramentos de verdades inconvenientes ou o risco que envolve a presença de zumbis num ambiente tão próximo (o celeiro), a maior ameaça para aquelas pessoas evidenciada em “Secrets” atende por um único nome: Shane. O personagem que, pelas ações e pelo comportamento, tem se mostrado absolutamente imprevisível.

Revelações, riscos e ameaças à parte, a verdade clara e cristalina é que The Walking Dead segue pecando ao estender seus conflitos e cenários de uma forma menos envolvente ou empolgante do que poderia e, principalmente, deveria. Sendo assim, ainda que tenhamos visto alguns bons momentos ao longo de 42 minutos (vide as cenas envolvendo a emocional discussão entre Rick e Lori; aquelas das tensas aulas particulares de tiro que Andrea ganhou de Shane e sobretudo a deste último com Dale), a sensação que se tem ao final de “Secrets” é que, além de ser um episódio essencialmente filler, ficou faltando algum grande evento e desenvolvimento maior para a história e seus personagens.
Colocando esses pontos na balança, como fã da série desejo profundamente que este sexto capítulo da temporada represente apenas o silêncio que precede o esporro que, espero eu, virá no último episódio antes do hiato que se seguirá até fevereiro de 2012. The Walking Dead, muita gente ainda confia no potencial da tua história, mas tá mais do que na hora de deixar de ser promessa e virar realidade!




