Por Bruno Carvalho
O piltoto de House of Lies, nova comédia do canal Showtime que estreia dia 8 de Janeiro nos EUA, é uma adaptação da obra homônima de Martin Kihn, e traz Don Cheadle no papel de Marty Kahn, um inescrupuloso consultor de negócios e sua jovem equipe. Com uma direção mecânica, o piloto é marcado pelo excesso de intervenções do protagonista com o espectador (quebrando a 4ª parede), ensinando “lições” genéricas para sobrevivência no disputado e sujo mundinho corporativo. Logo de cara é possível perceber Cheadle, competente e carismático ator, claramente desconfortável no papel. No piloto, a empresa de Kahn precisa reerguer a imagem de um banco de investimentos que aplicou um golpe na praça e causou várias demissões, enquanto disputam a conta com a bem-sucedida empresa concorrente de sua ex-mulher. Apagados na equipe também estão a ótima Kristen Bell (aqui subaproveitada pelo roteiro) e Ben Schwatz (o Jean-Raplhio de Parks and Recreation), que mal são apresentados.

A despeito de alguns bons momentos que exploram a subversividade dos rasteiros consultores de negócios (em especial a cena do restaurante), a produção inicialmente falha ao estabelecer por que eles são tão bons e talentosos no que fazem. Ante à complicada situação do banco, Kahn percorre o piloto em noitadas e lidando com questões menores – como a participação do filho no papel feminino de uma peça escolar -, para então, nos instantes finais, apresentar uma solução mágica a todos os problema e que nunca fora vista sendo orquestrada com sua equipe. A sensação que deu é que resolveram condensar muitas informações em pouco tempo, sequer achando espaço para desenvolver melhor os personagens que acompanharemos durante as próximas exibições. House of Lies chega sem mostrar a que veio, restando a nós torcermos para que nos capítulos seguinte a série se encontre. A comédia será exibida no Brasil pela HBO, ainda sem data de estreia.





