Por Davi Garcia e Bruno Carvalho
Período: 29/01 a 04/02/2012. [contém spoilers]
Veja os comentários já publicados dos episódios da semana de Grey’s Anatomy, The Good Wife, How I Met Your Mother, Alcatraz e Glee.
30 Rock 6×05 – Today You Are a Man: Todo episódio de 30 Rock centrado em Liz e Jack não precisa de mais nada. E se isso envolve a negociação do salário da produtora do TGS numa batalha cheia de reviravoltas com o CEO da NBC/CableTown (a versão fictícia da ComCast), temos tudo para um episódio épico! As táticas negociais de Donaghy são fenomenais, incluindo aquela em que ele leva todos os seus móveis de escritório para o território inimigo pra não sair por baixo. Em 30 Rock o roteiro e as atuações estão em uma constante sintonia que raramente vemos na TV. As “gracinhas” de Tracy/Jenna, por outro lado, enfraqueceram o episódio por trazer o “mais do mesmo” que é os dois juntos. (B.C.)
Californication 5×04 – Waiting For the Miracle: Hank Moody não consegue viver longe de encrencas e isso a série já estabeleceu bem ao longo de suas últimas 4 temporadas, não é mesmo? Mas a despeito da ótima introdução desta 5ª temporada, para onde Californication caminha? Senti falta, neste episódio, de uma ambição maior por parte de seu roteiro em direcionar o rumo de seu protagonista e, por consequência, daqueles que o rodeiam. Ele vai para frente com o roteiro do filme do rapper? Vai assumir o romance com a nova-iorquina? Vai tentar reconquistar sua mulher? Confusões, peripécias e aventuras sexuais são interessantes por si até certo ponto. É hora da temporada engrenar. (B.C.)

The Big Bang Theory 5×15 – The Friendship Contraction: Se Leonard se cansou (temporariamente, claro) do egoísmo e das manias irritantes de Sheldon, eu me cansei de tentar entender como Big Bang consegue ter tanta audiência (esse episódio registrou a maior da história da série!) com roteiros tão tolos e sem graça como o desse. Não sei se pros americanos vale a lei do quanto pior, melhor, mas fato é que a série de Chuck Lorre e Bill Prady não tem vergonha nenhuma de repetir as mesmas piadas e situações continuamente fazendo menções gratuitas à cultura pop, mas que nunca refletem o desenvolvimento de um personagem ou de uma situação específica. Depois do regular e, até certo ponto, divertido episódio anterior, a triste realidade da série voltou a bater à porta para nos lembrar quão rasa essa ‘comédia’ consegue ser em 90 % das vezes. (D.G.)
Once Upon a Time 1×11 – Fruit of the Poisonous Tree: Como fã do trabalho que o Giancarlo Esposito desenvolveu em Breaking Bad, chega a ser meio constrangedor vê-lo desperdiçado num papel tão bobo quanto o do gênio da lâmpada que se transforma no espelho mágico da rainha má. Dito isso, ainda que a boa ideia de OUAT se perca aqui e ali por conta do croma key exagerado ou da personificação caricata da rainha/ prefeita Regina que não se cansa de fazer intimidações que nunca soam realmente ameaçadoras, é justo reconhecer que, no fim, a inocência da história acaba funcionando graças ao carisma de personagens como Mary/Branca de Neve e principalmente do Sr. Gold/Rumpelstiltskin (o eficiente Robert Carlyle) que sempre rouba a cena quando aparece. Agora, quem é, afinal, o personagem que interage com o garoto Henry e que, tal qual Emma, não parece saído de um dos contos de fadas explorados pela história? (D.G.)
The Office 8×13 – Judy Duty: Dentre todos os personagens de The Office, Jim sempre apareceu como o mais sensato, o mais racional e, sobretudo, o mais esperto. Assim, se já dava para rir só de vê-lo contando sobre a experiência de ter sido jurado por meio dia e ter esticado a folga para 1 semana inteira(!), melhor ainda foi ver as diversas situações constrangedoras que viriam a seguir e que, pela 1ª vez na história da série (pelo menos do que eu me lembre), colocavam o marido de Pam (e ela própria por tabela) como alvo de críticas dos colegas (pela mentira contada) e principalmente de Dwight que, antes de descobrir o segredo envolvendo a paternidade do filho de Angela, fez de tudo para ver o circo pegar fogo na filial de Scranton comandada pelo sempre generoso, mas atrapalhado Andy. É inquestionável que The Office já foi muito melhor, mas episódios como esse mostram que a série ainda tem lenha para queimar. Ou não? (D.G.)
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