Por Davi Garcia
[com spoilers do episódio 1x03] Quem já acompanha a série sabe: Smash é fácil uma das melhores coisas da safra recente da TV. Primeiro por ser uma produção que ousa explorar um terreno novo (mostrar o que seriam os bastidores da criação de um musical da Broadway) e segundo porque foge do lugar comum ao usar a música como um meio para um fim e não como um chamariz gratuito recheado de hits populares que pouco fazem pela história ou pelos personagens como uma determinada série teen faz. Divagações à parte, o terceiro episódio deu sequência ao desenvolvimento da trama com soluções interessantes como a preocupação de Derek com a lentidão do processo de pré-produção do musical; a leve insegurança demonstrada por Ivy Lynn em determinado momento (“Ganhei o papel porque dormi com o diretor?”, se pergunta a personagem) ou mesmo com a curiosa e bem vinda tensão criada com a introdução do ator que fará Joe DiMaggio e com quem Julia teve um romance. Contudo, este “Enter Mr. DiMaggio” também mostrou que a série precisa tomar cuidado para não se perder com subtramas menores como a do assistente de Tom que surge disposto a chantagear Julia (aquilo ali pareceu um artifício tolo saído de novela, não?) ou mesmo com a repetição excessiva da gag que coloca Eileen jogando bebida no rosto do ex-marido (nesse episódio, isso ocorreu não uma, mas duas vezes!). Além disso, a repentina sequência da viagem de Karen funcionou muito mais como uma desculpa para colocá-la cantando num bar do que como um momento em que a personagem, fragilizada por ter sido preterida na escolha do papel do musical, buscava conforto na casa dos pais. Seja lá como for, entre acertos e erros uma coisa ainda me parece certa: Smash continua tendo tudo para se tornar aquilo que seu título indica. Que os próximos episódios nos confirmem isso!
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