Por Davi Garcia
Você fica convencido de uma coisa quando assiste SouthLAnd, o ótimo drama do TNT americano sobre o dia a dia de uma divisão da Policia de Los Angeles: aquele papo de servir e proteger pode representar uma ideia nobre e tal, mas ser policial de rua é ter um trabalho de merda que paga mal e que vem cercado de riscos e stress constante a cada esquina. Com personagens densos, absolutamente falíveis e por isso mesmo críveis, como, por exemplo, o excelente John Cooper feito por Michael Cudlitz, a série criada por Ann Biderman apresenta uma atmosfera crua em tom semi documental que registra as mais diversas e bizarras situações às quais os policiais ficam expostos. Nisso, os vemos encarando dilemas constantes não apenas de caráter pessoal (vide o recente arco envolvendo a detetive Lydia, personagem de Regina King), mas que também contextualizam imoralidade e ilegalidade (vale usar uma posição de vantagem para incriminar alguém que você enxerga como culpado, mas contra quem não tem prova, como fica sugerido num evento recente envolvendo Ben e Sammy, personagens de Ben McKenzie e Shawn Hatosy?). Além disso, não é raro vermos situações na série em que os policiais surgem tanto como vilões quanto como vítimas quando algo dá errado numa confrontação qualquer com um civil mais descontrolado, algo que acaba ocorrendo em duas sequências protagonizadas por Tang (Lucy Liu em excelente participação especial na atual 4ª temporada) e pelo já citado Cooper em “Integrity Check”, o episódio mais recente da série exibido lá fora. Fugindo totalmente dos exageros, da maquiagem e do glamour que os CSIs da vida tentam imprimir na rotina de agentes da lei, SouthLAnd pinta, a cada novo episódio, um retrato interessante da vida desses profissionais carregando cada história ou acontecimento com uma boa mescla de tensão e emoção. Combinação perfeita para uma série policial que merece ser mais repercutida e, sobretudo, assistida.





