Fringe: Worlds Apart

[com spoilers do episódio 4x20]Nossa vida é o que nossos pensamentos fazem dela.” A frase do imperador romano Marco Aurélio que Walternativo menciona numa das melhores (e mais emocionantes) cenas de “Worlds Apart” (alô Academia de TV, não ignore o trabalho do John Noble esse ano!), resume, em alguns aspectos, parte daquilo que a linha temporal reescrita representou para os personagens e seus universos nesta 4ª e penúltima temporada de Fringe. De certa maneira, era como se os eventos que conduziram a história da série até o ‘sacrifício’ de Peter e seu breve desaparecimento, refletissem o estado das coisas que pioram antes de melhorar. Assim, é curioso notar que se na temporada passada víamos os dois universos em conflito (por conta do desejo de vingança de Walternativo), a atual criou um cenário de cooperação e consequente cura do lado B que só foi possível por conta da mudança de perspectiva daqueles personagens, o que nos leva, portanto, à frase que abre este texto e traduz a mensagem deixada pela breve conversa que os Walters tem em torno do sentimento redescoberto pelo ressurgimento do filho perdido e daquilo que motivavaria as ações dos dois lá e cá.

Nesse contexto, além de vermos os personagens e seus respectivos doppelgangers em cenas que revelam conexões inesperadas (com destaque para aquela final(?) entre as Olivias), o episódio faz um trabalho eficiente ao trazer a revelação do que seria o grande plano de Jones (criar um novo universo a partir do colapso dos dois que conhecemos) e ligá-la de forma objetiva a um evento anterior importante da própria mitologia da série que é revisitado. Dessa forma, ao reintroduzir pessoas que foram cobaias nos testes de cortexiphan como parte fundamental do esquema de Jones – que manipulara e distorcera o conceito da guerra para a qual elas haviam sido preparadas -, a trama realça a culpa que Walter sente em relação ao trabalho que desenvolvera com William Bell e cria uma ameaça forte o suficiente para que uma decisão radical precise ser tomada: fechar a ponte que liga os dois universos (através da máquina), separando, como o título do episódio já indicava, aqueles dois mundos.

Se a solução é definitiva eu não sei (não deve ser, acho) – o episódio sobre o futuro de 2036 não deu nenhuma uma indicação mais contundente que confirme ou refute a possibilidade dos dois universos terem se fundido -, mas sem dúvida criou um bom argumento preparatório para as duas partes do aguardadíssimo season finale de Fringe que, além do iminente embate de forças contra Jones, certamente virá cercado de choques e surpresas envolvendo perguntas ainda não respondidas relacionadas a Olivia (ela terá mesmo que morrer?) e mais alguns bons momentos protagonizados por Walter. Agora, o que o Alive (vivo) do glyphcode da vez pode indicar, hein? O retorno de William Bell que fora sugerido no episódio anterior, talvez?

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