The Killing: Numb / Ogi Jun

Por Davi Garcia

[com spoilers dos episódios 2x03/04] Um assassinato fruto de uma grande conspiração política ou ‘só’ um crime motivado por vingança pessoal? Qual será, afinal, o elemento que explicará a morte de Rosie Larsen daqui a alguns episódios? “Numb” e “Ogi Jun”, os mais recentes e movimentados capítulos de The Killing, não nos trouxeram nenhuma certeza, mas fomentaram uma pergunta fundamental à essa altura: se a cúpula da política e da polícia local (até Oakes, ex-chefe de Sarah tem rabo preso com alguém) guardam relação direta ou indireta com a morte da adolescente e as mais novas pistas apontam para o envolvimento do filho de uma suposta vítima de Stan em seu período na máfia polonesa, seria prematuro dizer que o homem por trás da cortina de todo este inbróglio que massacrou a integridade de uma família, alterou os planos de uma detetive e colocou um vereador na cama de um hospital, seja Janek Kovarsky, o chefão da máfia que controla o Beau Soleil e seus perigosos e caros segredos?

Com 17 dias passados nesta envolvente investigação cheia de retrocessos e equívocos (provocados ou não por terceiros), poucos nós foram desatados efetivamente, mas pistas e evidências novas (ainda que desconexas) começam a vir à tona colocando Sarah Linden (que volta a contar com a ajuda do atormentado Holder) mais próxima de expor players que podem realmente esclarecer pedaços importantes de todo mistério. Além disso, vale destacar também o fato desses dois episódios terem dado bom espaço para a introdução e desenvolvimento de conflitos novos (e nada dispensáveis) afetando os principais núcleos da trama. Nesse contexto, enquanto os Larsen lidam com a traição num sentido mais amplo (Stan por voltar a recorrer às mesmas pessoas de quem havia jurado se afastar e Mitch por sucumbir e simplesmente abandonar a família à própria sorte, sobrecarregando a irmã, num momento como aquele), Sarah descobre a ameaça de perder a custódia de seu filho para o ex-marido por conta de sua obsessão com o trabalho, ao passo em que vemos Richmond num estado de negação que rapidamente se transforma na frustração de desistir da candidatura e afastar as poucas pessoas que ainda o apoiavam.

Quais serão os desdobramentos desses pontos e o impacto que cada um deles terão na investigação? Se não for Janek, quem poderia ser a tal pessoa com poder e acesso capaz de controlar as cordas e direcionar os rumos de (quase) tudo até aqui? Que os próximos episódios de The Killing mantenham o bom ritmo, desenvolvam ainda mais as perguntas que levanta e tragam a esperada resposta para o Quem matou Rosie Larsen?

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