A Grande Final do American Idol

A 11ª  temporada do American Idol não foi uma unanimidade para mim e, acredito, para muitos de vocês. Sim, ela teve alguns momentos divertidos nas fases preliminares (quem não lembra, por exemplo, do Steven Tyler fazendo um semi striptease antes de se jogar numa piscina logo em seguida?), mas também derrapou com tantos outros arrastados e, principalmente, quando colocou alguns candidatos de talento questionável no top 24 e posteriormente no 12. Além disso, dá para contar nos dedos quantas foram as apresentações realmente empolgantes ao longo desses 40 episódios. Percalços à parte, uma coisa precisa ser reconhecida: a finalíssima desse ano reuniu dois jovens com estilos diametralmente opostos e que já chamavam atenção desde o início. Como esquecer da audição de Phillip Phillips mandando uma versão sensacional de “Thriller“? E que tal Jessica Sanchez personificando uma Whitney Houston mirim já na Hollywood Week? Considerando esse panorama, portanto, independente de quem fosse o seu favorito, a verdade é que, pelo talento, qualquer um dos dois merecia o título. Quem levou a maior parte dos 132 milhões de votos que definiram o título de novo ídolo da música foi o versátil Phillip Phillips, mas que ninguém duvide que ouviremos muita coisa boa da diva precoce Jessica Sanchez. Mas, como foi a última rodada de apresentações que definiu o campeão desse ano no Idol?

Jessica Sanchez: Poucas pessoas no planeta conseguem cantar “I Have Nothing” da Whitney Houston sem passar vergonha e Jessica certamente não é uma dessas pessoas. Foi uma interpretação tão boa quanto a da Hollywood Week? Não, mas foi emocionante, um fator fundamental para aquele momento.

Phillip Phillips: Investiu numa leitura acústica bem diferente (e eficiente, diga-se) para “Stand By Me” que mais uma vez mostrou claramente que tipo de artista ele é, algo que a Jennifer Lopez definiu bem ao comentar que ele sempre traz algo diferente para suas apresentações.

Saldo da 1ª rodada: Empate.

Jessica Sanchez: Uau! Parecia impossível, mas a interpretação dela para “The Prayer”, composição de Celine Dion com Andrea Bocelli, conseguiu ser ainda melhor que a da 1ª rodada. Seria exagero dizer que foi perfeito?

Phillip Phillips: Com“Movin’ Out” do Billy Joel, ele revisitou um daqueles poucos momentos marcantes que a temporada teve e o fez sem dever nada à sua apresentação original da música.

Saldo da 2ª rodada: Os dois foram muito bem, mas eu daria uma ligeria vantagem para Jessica.

Jessica Sanchez: Os jurados mandaram bem quando disseram que Jessica merecia uma música mais atual e vibrante. “Change Nothing” não fez jus ao talento da menina que vai precisar aprender a dizer não para produtores sem noção que pensam entender da coisa e sabotam bons cantores.

Phillip Phillips: “Home”. Uma canção melancólica que Phillip soube explorar com muita eficência e que poderia, essa sim, ser seu primeiro grande hit carregado de todas as boas influências que ajudaram a definir seu estilo.

Saldo da 3ª rodada: Phillip com larga vantagem.

 A breve apresentação de Phillip com John Fogerty do Creedence cantando “Have You Ever Seen the Rain” e “Bad Moon Rising” foi muito boa, mas quando a gente compara com Jessica cantando “I Will Always Love You”, por exemplo, o resultado individual dele empalidece. Sorte dele, portanto, que o dueto que fez com ela de “Where We Belong” funcionou muito bem e que a votação do público na noite anterior já havia lhe garantido o título.

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Em tempo, que lástima a transmissão porca feita pelo canal Sony, hein? De que adianta exibir a grande final ao vivo com uma qualidade ridícula como aquela na versão HD do canal? Triste.

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