[com spoilers do episódio 2x09] Escrito por George R.R. Martin e dirigido por Neil Marshall. Se o envolvimento direto desses dois nomes com o penúltimo episódio da temporada de Game of Thrones já indicava algo no mínimo promissor, o resultado final em tela acabou revelando-se muito melhor do que a encomenda. Não sei se exagero, mas acredito que nem mesmo o fã mais fervoroso do material que originou a série acreditava que os eventos relacionados à chegada de Stannis Baratheon a Kings Landing pudessem ser tão bem retratados como foram neste “Blackwater”, um episódio tenso, recheado de diálogos inspirados (sobretudo aqueles protagonizados por Tyrion, claro), muita ação e violência gráfica poucas vezes vista nesta 2ª temporada.

Focado no desenvolvimento de um único evento, algo que claramente trouxe grandes benefícios à dinâmica de sua narrativa, “Blackwater” foi um episódio divisor de águas para definir de uma vez o desenho que a temporada vinha construindo para alguns personagens. Nesse contexo, Tyrion estabelece-se como um estrategista inteligente (quando dizima boa parte da frota de Stannis usando o fogo vivo, numa das melhores cenas do episódio, diga-se) e um líder improvável no campo de batalha até sofrer uma tentativa de assassinato. Joffrey, por sua vez, confirma a imagem do rei tolo e mimado cuja covardia fica exposta na sequência em que o exército inimigo parece dominar a entrada da cidade. E o que falar dos discursos cínicos de Cersei que, apostando numa retórica vazia, amedronta a tola Sansa Stark só para depois apelar para uma medida desesperada (e não menos covarde) que só é interrompida pela chegada triunfante de seu pai, Tywin?
Com outras subtramas paralelas importantes ainda em aberto, o desfecho da temporada de Game of Thrones já tem uma missão e tanto pela frente: superar a excelência deste surpreedente nono episódio. Será que consegue?
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