[embora especule em torno de eventos já mostrados até o episódio 2x07, este texto pode conter spoilers] Passada metade desta 2ª temporada de The Killing, a pergunta que a série fez em seu primeiro episódio (quem matou Rosie Larsen?) continua aberta alimentando a curiosidade de muitos à medida em que expande o quebra cabeças do caso. Em 20 dias de investigações, já vimos de tudo um pouco: o impacto que a perda brutal exerceu sobre uma família que equilibrava sua aparente fachada de normalidade com segredos diversos; ações e reações (dos pais e dos próprios detetives que investigam o caso) motivadas pelo desespero e pela frustração; além, é claro, da grande rede conspiratória (e política) que se armou em torno do caso e dos suspeitos que se acumularam nesse período. Dessa forma, se a resposta definitiva para o mistério que sustenta a série ainda não veio, que tal especular em cima dos elementos que já conhecemos?

Objetivamente, meu palpite (na verdade a Juliana Ramanzini levantou parte dessa hipótese) é o seguinte: Terry, a tia de Rosie, foi a responsável (direta ou indireta) pela morte da sobrinha agindo por ciúmes ao descobrir que a garota se envolvera com o Beau Soleil por algum motivo que ainda não nos foi revelado e, principalmente, por achar que a adolescente pudesse representar uma ameaça para sua já conturbada relação com Michael Ames (o pai do ex-namorado de Rosie). Onde se encaixa toda a conspiração política nisso? Bom, se Michael é um dos maiores financiadores da campanha do atual prefeito, Lesley Adams, este ou alguém de seu staff (provavelmente o chefe de campanha que apareceu conversando com o policial Gil Sloane no início da temporada) pode ter enxergado numa ameaça (a de ver seu principal apoiador envolvido num assassinato), a chance de reverter o quadro incriminando seu principal oponente, Richmond.
Nisso, o grupo mafioso comandado por Janek Kovarsky (com quem Stan já tivera envolvimento no passado) e que guarda os segredos do Beau Soleil e de alguns políticos e membros da alta cúpula da polícia local, entraria no esquema como um facilitador da conspiração para salvaguardar os interesses econômicos que o negócio gera fora e sobretudo dentro do cassino (que pode fazer a lavagem de muito dinheiro sujo) comandado por Nicole Jackson, a mulher que ao fim do sétimo episódio lidera o espancamento sofrido por Holder. Se a resolução do mistério passará perto dessa ideia eu não sei, mas considerando tudo que já vimos até aqui, quero crer que ela tenha um certo sentido. Ou não?





