The Killing: What I Know [Season Finale]

[com spoilers do ep. 2x13] Quando escrevi sobre a estreia de The Killing em abril de 2011, destaquei o fato da série ter surgido como um thriller instigante por conta do quebra-cabeças que sugeria e pelos personagens complexos que trazia. Na ocasião, comentei também sobre a dúvida natural que rondaria a série ao longo de sua trajetória: ela se sustentaria mais por surpresas genuinamente plausíveis ou por reviravoltas que impressionam, mas que posteriormente se desmontam pela falta de lógica. Desde então, o que vimos foi uma série policial fungindo do padrão e sendo elogiada por conta disso, mas que também sofreu críticas severas por parte daqueles que acharam um completo absurdo o fato da 1ª temporada ter se encerrado sem responder a grande questão da série: quem matou Rosie Larsen?

Vinte e seis longos e chuvosos dias depois (dentro da série, claro), enfim descobrimos quem matou Rosie Larsen. A resolução que revelou não um, mas dois personagens como responsáveis pela morte da garota, rendeu ainda um desfecho marcante refletido, por exemplo, na cena em que vemos as reações distintas de Stan e Mitch (os ótimos Brent Sexton e Michelle Forbes) ao descobrirem o envolvimento direto de Terry no caso e na outra que mostra a família Larsen se ‘despedindo’ de Rosie através de um vídeo feito pela garota.

Nisso, se por um lado as circunstâncias e as motivações que culminaram no assassinato de Rosie foram diferentes daquele cenário que imaginei no post feito há pouco mais de um mês, por outro elas confirmaram o palpite que dei na ocasião apontando que Terry teria relação com a morte da sobrinha, o que, claro, acabou rendendo, para mim particularmente, um gostinho especial a mais que se soma à experiência de ter acompanhado uma jornada que foi tão envolvente quanto irregular nas muitas idas e vindas da investigação.

Assim, se os méritos desse season finale não apagam os tropeços que a série deu ao longo do percurso (para que serviu toda aquela história do Beau Soleil, incluindo a relação de Richmond com o serviço, e dos mafiosos, que nem ligação com os políticos tinham, no arco principal, afinal?), tampouco tiram de The Killing a certeza de que ela trouxe sim algo novo pro gênero na TV americana, além de concluir satisfatoriamente o caso que consumiu física e mentalmente alguns daqueles fascinantes personagens (vide Sarah Linden e os Larsen, obviamente) de forma eficiente e coerente frente (quase) tudo que vimos no decorrer desses 26 episódios.

Em tempo, o AMC ainda não se pronunciou sobre a renovação ou não da série para a 3ª temporada, mas eu gostaria muito de pensar que a cena em que Sarah sai do carro logo após a ligação que Holder recebe dizendo que um corpo foi encontrado próximo ao aeroporto, tenha sido apenas um até logo da personagem e da série.

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