[com spoilers do episódio 5x03] O que este episódio trouxe de relevante ou interessante para a trama da 5ª temporada? Tirando o divertido conceito do iStake, a estaca ativada por um aplicativo da Autoridade, Whatever I Am, You Made Me foi mais um dos já clássicos episódios fillers de True Blood onde praticamente nada acontece. “Ah, mas não leve tão a sério, assim, True Blood é um guilty pleasure“. Ora, mas pra ser isso precisaria ser, no mínimo, “pleasure”. E não foi. A série passa mais tempo introduzindo suas tramas do que realmente desenvolvendo-as. Basta ver que há 3 capítulos Bill e Eric continuam no “cativeiro” do guardião e nem sequer saíram ainda para a amplamente anunciada caça à Russel Edgington (que sequer deu as caras). Aliás, toda a agenda do tal Roman já havia sido abordada no capítulo anterior (que foi bem melhor, diga-se), torando desnecessário repetir quais são os interesses dos populistas versus os sanguinistas. Outras histórias como a de Terry (ainda que desinteressantes) são simplesmente apresentadas e ignoradas e fico sem saber qual é o propósito de Jason e Jessica ou o da insuportável Tara vampira. E é curioso também notar como Sookie, a suposta protagonista da atração, fica sempre relegada à quinto plano, quando o papel de um protagonista é justamente o de conduzir ativamente a narrativa (isso ocorre nos livros também ou só no roteiro? Pergunto aos leitores de Charlaine Harris). Enfim, embora eu goste de True Blood, desde meados da 3ª temporada tenho muita dificuldade em relevar episódios ruins como este em virtude do que a série já foi um dia. E se até Alan Ball, o criador, está pulando fora do barco este ano, questiono-me se já não é a hora de também fazer o mesmo.
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