[com spoilers do episódio 5x07] Pelo cinismo e pela porralouquice inerente do personagem, é justo dizer que o retorno efetivo de Russell Edgington para a trama dessa 5ª temporada de True Blood rendeu algumas sequências bem divertidas nesse episódio (vide a cena do karaoke que ele protagoniza antes de iniciar o massacre num bar, por exemplo). Pena, portanto, que para catalisar esses poucos momentos e ampliar o tom satírico que a série abraçou, seus roteiristas tenham aparentemente decidido jogar no lixo as (poucas) coisas boas que vinham ganhando espaço na temporada. Nesse contexto, o outrora promissor conflito que constituia o arco da Autoridade liderada por Roman Zimojic, resumiu-se a um golpe sem sentido (sim, porque nada explica o fato de todos os conselheiros terem sucumbido tão fácil e rapidamente aos ‘argumentos’ de Salome e do renascido Russell) que não só desperdiçou o bom personagem de Christopher Meloni, como também praticamente eliminou qualquer possibilidade de vermos a questão do extremismo sendo razoavelmente colocada sob perspectiva. Some-se a isso o surgimento tosco da tal Lilith e a aparição de Godric como uma versão vampiresca mal acabada de Obi Wan Kenobi e pronto: a trama que dava pinta de render algo bacana esse ano, começa a ir pro ralo levando os personagens junto. Assim, apesar dos pesares (leia-se subtramas bobas como a dos lobos; aquela da Sookie com as fadas ou a do demônio de fogo que gosta de trollar suas vítimas), reconheço que estava realmente gostando do ritmo da temporada e de sua trama central, mas tendo em vista o que esse “In the Beginning” nos trouxe, já começo a pensar que a única graça dos episódios que restam será a de ver Russell fora de controle tocando o terror sem qualquer limite com Eric arrependido (e talvez Bill, quem sabe) tentando recolocar ordem na casa com a ajuda de um médium que ainda não domina seus dons e uma fada que quer apenas descarregar suas baterias. Ou seja: pouco, muito pouco.
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