Primeiro episódio de novo drama apocalíptico da NBC não empolga
Se a primeira impressão é a que fica, já dá para dizer que Revolution, novo drama da NBC criada pelo onipresente J.J. Abrams em parceria com Eric Kripke (Supernatural), será uma das grandes decepções da fall season que se inicia. Investindo no cenário de um mundo pós-apocalíptico que nasce a partir uma mudança radical e repentina – no caso, um blackout de proporções globais que põe fim a todas as formas de energia -, a série começa apostando num mistério em tom de conspiração que, infelizmente, se revela bem menos interessante do que deveria. Culpa, certamente, da união do roteiro preguiçoso (escrito pelo próprio Kripke) com a direção pouco inspirada de Jon Favreau (Iron Man), que culmina num episódio Piloto burocrático, com narrativa rasteira e que não faz o menor esforço para criar qualquer empatia do espectador com os personagens, todos absolutamente insossos e inexpressivos (incluindo aí até mesmo aquele feito por Giancarlo Esposito, que aqui surge com uma versão totalmente genérica de seu Gus Fring de Breaking Bad).

O maior problema de Revolution, contudo, surge no fato da série replicar o clima de produções que tentaram explorar motes parecidos (e que não deram em nada como a citada Jericho do título, por exemplo) e entregar um argumento que consegue, logo de cara, se revelar implausível já nos primeiros minutos do Piloto. Afinal, como aceitar que 15 anos após o evento que praticamente lançou a sociedade de volta à era medieval, ninguém tivesse conseguido recriar qualquer mecanismo que gerasse energia e que pudesse restabelecer pelo menos parte das tecnologias que conhecemos hoje? Sob esse prisma, a série parece querer nos convencer – sem dar qualquer pista a esse respeito – que o fenômeno misterioro que mudou o mundo, também acabou eliminando, meio que por mágica, todos os cientistas, pesquisadores e engenheiros do mundo. Nisso, ainda que o gancho deixado estabeleça um elemento que até fomenta uma certa curiosidade (que mecanismo é aquele que sustenta uma forma de comunicação via rede num mundo sem energia?), os muitos equívocos deste Piloto como a ação ruim, por exemplo, praticamente mataram minha vontade de descobrir o que aconteceu, por que e como os efeitos daquilo tudo podem ser revertidos nessa história que de revolucionária não tem nada.
Revolution estreia oficialmente no dia 17 de setembro na tv americana e não ainda não tem exibição prevista para o Brasil.
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