The Voice

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Estreou esta semana nos EUA The Voice, a resposta da NBC (com 10 anos de atraso) ao fenômeno American Idol. O novo reality-show musical chega de cara com uma novidade: em vez dos intermináveis testes com populares, o programa se inicia com um grupo de músicos pré-selecionado que realiza performances “cegas” para os 4 mentores, Cee Lo Green (ex-Gnarls Barkley), Blake Shelton (cantor country), Adam Levine (Maroon Five) e a diva pop Christina Aguilera. O objetivo dos participantes é impressionar os mentores que assistem aos testes de costas, ouvindo apenas a voz. Quando um dos mentores gosta da performance, ele aperta um botão e a cadeira gira colocando-o de frente para o concorrente e, ao final da música, o cantor tem que escolher dentre as celebridades que viraram qual será o seu mentor. Se nenhum virar, o participante está fora.

A segunda fase, que ainda não começou, fará uma triagem dos selecionados e, mais pra frente, começarão apresentações ao vivo para voto popular. Criado por John De Mol (Big Brother) e com produção executiva de Mark Burnett (Survivor, The Apprentice) o programa pula o desgastante período de seleção de competidores, nos poupando de ouvir desafinos de wannabes e engraçadinhos, mas a ausência desta fase tira um pouco da transparência da atração, pois não sabemos ao certo quem são aquelas pessoas, como elas chegaram ali e nem ao menos de onde gravam aquilo. Outro demérito de The Voice é a morna e nada ágil edição, que compromete e muito o ritmo do programa apresentado pelo insosso Carson Daly (TRL: Total Request Live, Last Call with Carson Daly). Até o momento, não consegui identificar algo que realmente diferencie este dos demais shows de calouros da TV. O mentores são responsáveis pelos poucos bons momentos do reality (especialmente o espirituoso Adam Levine) e as performances, por enquanto, foram apenas aceitáveis. Mesmo com as novidades de formato, dificilmente The Voice se tornará relevante neste mercado extremamente saturado de competições musicais.

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Bruno Carvalho

é crítico e especialista em TV, tradutor, advogado e fã de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994 e hoje é o editor-chefe do site de séries mais seguido do Brasil! Contato: [email protected]
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8 thoughts on “The Voice

  1. Eu curto a peneira inicial. Acho uma fase divertida de Idol. Mérito para a edição, claro! Para mim, a falta disso configura um ponto NEGATIVO para o “The Voice”!

  2. Gostei só do quarteto de mentores, mas o apresentador é um porre, nem se compara à bomba de carisma que é o Ryan Secreast. Fora que tem até ex-American Idol wannabe participando, achei #fail. Uma pena, vamos ver se melhora!

  3. Achei the voice o melhor programa do mesmo formato, esse lance de os mentores não vejam as aparências dos candidatos é simplismente GÊNIAL. Isso proporciona um julgamente mais focado naquilo que realmente importa, a voz. Sem contar nas histórias dos participantes, ricas, e algumas muito emocionantes, tem tudo para ser o maior suscesso.

  4. Antes de mais nada um minuto de silêncio pela mão segundo o microfone sinalizando vitória. Que símbolo tosco. E a versão gigante na entrada do estúdio? Até no palco tinha essa coisa grotesca.

    Gostei do formato cego do programa, muito bacana ver as reações dos jurados. Por falar em jurados, toda a graça do programa está em cima deles. A interação jurado e participante promete render. Alguém duvida que todos ali passaram pela peneira psicológica do Big Brother? Quem conhece a versão de lá sabe o que esperar. De ruim só mesmo o “apresentador” mala sem alça, completamente dispensável.

    Me incomoda saber que que no futuro o público irá votar em seu artista favorito e não na Voz. Alguém realmente acredita que o povo vai ser isento no quesito aparência, idade e tudo mais? Nem Susan Boyle conseguiu o feito de vencer lá na Inglaterra mesmo sendo o a febre do momento. Poderiam ter se diferenciado também nesse quesito e entregar algo bem distinto do America Idol.

  5. Eu gostei demais do programa. A seleção as cegas foi muito bom, um diferencial e tanto. A dinâmica dos coaches ‘disputarem’ pelos candidatos foi muito divertida. Eles são o grande trunfo do programa. Blake é o mais calado, mas Adam, Christina e Cee Lo são ótimos! As performances foram legais, mas ainda prematuras. Resumindo. Vou continuar acompanhando. E um diferencial que eu curti foi pular a parte das eliminatórias iniciais, acho um porre aquele povo que canta mal que vai lá só pra fazer graça.rs

  6. Interessante mesmo a química entre os jurados…. realmente salvaram o programa de ser uma completa chatice. A ideia é original, mas como dito, o formato todo não é. A entrevista com os candidatos antes da apresentação e um pouco da história de alguns é algo completamente desnecessário e tedioso nesse tipo de show.

  7. Fernando :
    Eu gostei demais do programa. A seleção as cegas foi muito bom, um diferencial e tanto. A dinâmica dos coaches ‘disputarem’ pelos candidatos foi muito divertida. Eles são o grande trunfo do programa. Blake é o mais calado, mas Adam, Christina e Cee Lo são ótimos! As performances foram legais, mas ainda prematuras. Resumindo. Vou continuar acompanhando. E um diferencial que eu curti foi pular a parte das eliminatórias iniciais, acho um porre aquele povo que canta mal que vai lá só pra fazer graça.rs

    Exatamente

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