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Por: Bruno Carvalho

Fringe: The Day We Died

Com apenas 3 temporadas[bb], Fringe conseguiu se tornar uma série de extrema relevância para o seu gênero, algo que muitas produções somente atingiram após muito tempo no ar ou, até mesmo, após serem canceladas. Do início episódico e com tendências formulaicas, o drama cresceu exponencialmente com a introdução de arcos narrativos e recentemente encerrou seu terceiro ciclo apresentando uma narrativa equilibrada entre o chamado “caso da semana” e o desenvolvimento de sua mitologia. Além disso, ao final de cada ano, a série soube se reinventar – uma característica presente nos dramas produzidos por J.J. Abrams – e desta vez o final foi um dos mais radicais de todos. Após acionar a máquina, Peter teve sua consciência projetada para o futuro (lembrando muito os episódios de Desmond em LOST), quando então teve a real noção das consequências catastróficas que a guerra entre os universos – iniciada por seu pai Walter – foi capaz de trazer. Experimentando a perda em nível pessoal e com a imagem da morte de Olivia na consciência, ele “retornou” disposto a unir os rivais para que todas as diferenças fossem resolvidas de uma vez por todas. Foi aí que o inesperado aconteceu: Peter desapareceu num relance e os Observadores indicaram que seu propósito fora cumprido e que, na verdade, ele nunca existiu. Peter foi imediatamente esquecido por todas as partes.

Mas e aí? O que tiramos disso? Todas as três temporadas com o personagem foram uma perda de tempo? Qualquer conclusão sobre os fatos narrados será injustamente precipitada e potencialmente equivocada. Tenho certeza de que haverá uma explicação para esta “bomba” que foi jogada e, principalmente, os roteiristas já têm preparada a forma de reapresentá-lo à série. Fringe sempre se destacou por ser rotineiramente capaz de explicar o extraordinário de forma crível naqueles universos utilizando Walter e os avançados conceitos da ciência marginal. A execução da série me atrai muito mais que os seus desfechos ou resoluções, o que torna este excelente cliffhanger ainda mais incrível, já que terão uma enorme ponta solta para amarrar. The Day We Died encerrou a temporada de forma surpreendente, inimaginável e completamente imprevisível. Ao lado de The X-Files e Battlestar Galactica[bb], a jovem Fringe se posiciona como um grande exemplar da ficção científica moderna.

10 respostas para “Fringe: The Day We Died”

  1. @tiagosector disse:

    Não tenho dúvidas de que o Fringe caminha a passos largos para marcar época.

    Está no seleto grupo de séries geniais e que vão além do imaginável.

    Que a 4ª temporada mantenha a ótima consistência, e, é claro, dê gana para quem sabe uma 5ª temporada.

  2. Danilo Lopes disse:

    Impossível discordar. Fringe consegue me fazer pensar: “MAS COMO NINGUÉM TENTOU ISSO ANTES?” Ai eu me lembro que nem tudo é possível haha. Fringe está na minha lista, ao lado de House, dos melhores seriados que atualmente EU vejo. Acredito que a baixa audiência de Fringe se justifique pelo “efeito Lost”. A galera tem medo de receber primeiros as perguntas e depois não ganhar certas respostas que eles (e apenas eles) acham necessárias. Acredito que Fringe é a perolazinha de J.J. Abrams. Acredito que alí ele faz tudo que ele sempre quis fazer em Lost e não fez. Uma real mitologia, com tudo se fechando. :)

  3. @demianoster disse:

    Realmente, Fringe mostrou ser firme e forte em sua historia. Porem a audiencia só cai, e foi movida pra sexta e mesmo assim caiu mais. Vamos torcer pros norte americanos assistirem essa fucking serie e termos pelo menos até a 5º temporada. Engraçado e que ela e uma das mais gravadas por eles em DVR, acredito que foi isso que renovou a serie pra 4º temporada.

  4. Malta disse:

    Fringe = fenomenal!

  5. Lucas disse:

    Posso ser odiado com o comentário está um patamar acima de X-Files. Apesar de que acho irrelevante comparar as series(temática completamente diferente, e alguns insistem em discutir se Fringe é ou não o novo X-Files, nada a ver). Fringe me surpreende bem mais.

  6. Cianaly disse:

    Acho que preciso tentar rever Battlestar Galactica, pois ela está em todas as listas de melhores de ficção cientifica.
    Já tentei ver uma vez, há alghuns anos, assisti aos 3 primeiros ep. e desisti, pois não entendi patavinas, acho que foi porque não gostava muito do tema.

    Quanto a Fringe, fico meio receosa em assistir agora por dois motivos: o primeiro é o “efeito Lost”, que deixa, não só eu, mas muitas pessoas com medo de se dedicar e o final ser completamente sem noção.
    O segundo, e mais provável, é o “efeito The 4400”, pois como a série não tem audiências expressivas, o risco de ser cancelada sem um final digno é grande, o que deixará quem acompanha a série com o c%$# na mão, com cara de tacho.

    @Cianaly

  7. diego disse:

    Eu, sinceramente, não entendo esse oba oba com Fringe e achei esse fim de temporada um dos piores eps da série. A série, que tinha o mérito de sempre explicar tudo que acontecia (inclusive tornando o absurdo plausível com a realidade da série), jogou uma solução furada e covarde nesse ultimo ep. Nessa 3ª temporada, nem os personagens são respeitados, o Walter virou o palhacinho da série, o Peter começou a virar gênio e a Olivia, insossa como sempre, agora fica com crises de paixonite aguda? Sem contar a mudança de rumo no meio da temporada e o número excessivo de episódios que não levam a lugar nenhum nessa temporada. Me desculpem os fãs, mas Fringe vai ser cancelada e vai tarde. Colocá-la no nível de Arquivo X ou BSG é patético. Mesmo a citada “The 4400” era muito mais consistente e melhor escrita que Fringe.
    E achar que o JJ Abrams faz alguma coisa é muita inocência. O cara é produtor, apresenta projeto e arrecada dinheiro. Foi o que ele fez com Lost, Fringe e, agora, faz com Alcatraz. Fringe tá na mão de Alex Kurtzman e Roberto Orci, os “gênios” por trás dos Transformers (opa, ninguém vai falar que é do Spielberg?).
    Enfim, desculpem o desabafo, mas achar Fringe excelente só demonstra a falta de conhecimento de sfi-fi, tanto nas telas da TV e do cinema, quanto na literatura (e aqui vira covardia).

  8. Lucio disse:

    Onde eu assino?

  9. Lucio disse:

    Fringe acabei desistindo no quinto episódio da 3.a temporada.A série ficou intragável,muito chata,não é a toa que correu risco de cancelamento.
    E,pelo que eu li sobre o último episódio,eu fiz muito bem em ter largado ela.
    E concordo com o que o cara disse aí,achar que J.J.Abrams tá podendo fazer o que não fez em Lost é muita ingenuidade.O cara só participa do começo da série,depois parte pra outra.
    E tenha dó né,comparar com Arquivo X.Fringe precisa comer MUUUUUUUUUUUITO feijão com arroz pra chegar ao nível de Arquivo X.Mil Olivias não valem uma Dana Scully.

  10. […] possível ficarmos mais ansiosos pela volta de Fringe, após aquele bombástico final da 3ª temporada? Se depender do departamento de marketing do canal FOX americano, sim! Os promos “Onde Está […]

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