Fringe: The Day We Died

Read Time:1 Minute, 51 Second

Com apenas 3 temporadas[bb], Fringe conseguiu se tornar uma série de extrema relevância para o seu gênero, algo que muitas produções somente atingiram após muito tempo no ar ou, até mesmo, após serem canceladas. Do início episódico e com tendências formulaicas, o drama cresceu exponencialmente com a introdução de arcos narrativos e recentemente encerrou seu terceiro ciclo apresentando uma narrativa equilibrada entre o chamado “caso da semana” e o desenvolvimento de sua mitologia. Além disso, ao final de cada ano, a série soube se reinventar – uma característica presente nos dramas produzidos por J.J. Abrams – e desta vez o final foi um dos mais radicais de todos. Após acionar a máquina, Peter teve sua consciência projetada para o futuro (lembrando muito os episódios de Desmond em LOST), quando então teve a real noção das consequências catastróficas que a guerra entre os universos – iniciada por seu pai Walter – foi capaz de trazer. Experimentando a perda em nível pessoal e com a imagem da morte de Olivia na consciência, ele “retornou” disposto a unir os rivais para que todas as diferenças fossem resolvidas de uma vez por todas. Foi aí que o inesperado aconteceu: Peter desapareceu num relance e os Observadores indicaram que seu propósito fora cumprido e que, na verdade, ele nunca existiu. Peter foi imediatamente esquecido por todas as partes.

Mas e aí? O que tiramos disso? Todas as três temporadas com o personagem foram uma perda de tempo? Qualquer conclusão sobre os fatos narrados será injustamente precipitada e potencialmente equivocada. Tenho certeza de que haverá uma explicação para esta “bomba” que foi jogada e, principalmente, os roteiristas já têm preparada a forma de reapresentá-lo à série. Fringe sempre se destacou por ser rotineiramente capaz de explicar o extraordinário de forma crível naqueles universos utilizando Walter e os avançados conceitos da ciência marginal. A execução da série me atrai muito mais que os seus desfechos ou resoluções, o que torna este excelente cliffhanger ainda mais incrível, já que terão uma enorme ponta solta para amarrar. The Day We Died encerrou a temporada de forma surpreendente, inimaginável e completamente imprevisível. Ao lado de The X-Files e Battlestar Galactica[bb], a jovem Fringe se posiciona como um grande exemplar da ficção científica moderna.

About Post Author

Bruno Carvalho

é crítico e especialista em TV, tradutor, advogado e fã de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994 e hoje é o editor-chefe do site de séries mais seguido do Brasil! Contato: [email protected]
Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Average Rating

5 Star
0%
4 Star
0%
3 Star
0%
2 Star
0%
1 Star
0%

10 thoughts on “Fringe: The Day We Died

  1. Não tenho dúvidas de que o Fringe caminha a passos largos para marcar época.

    Está no seleto grupo de séries geniais e que vão além do imaginável.

    Que a 4ª temporada mantenha a ótima consistência, e, é claro, dê gana para quem sabe uma 5ª temporada.

  2. Impossível discordar. Fringe consegue me fazer pensar: “MAS COMO NINGUÉM TENTOU ISSO ANTES?” Ai eu me lembro que nem tudo é possível haha. Fringe está na minha lista, ao lado de House, dos melhores seriados que atualmente EU vejo. Acredito que a baixa audiência de Fringe se justifique pelo “efeito Lost”. A galera tem medo de receber primeiros as perguntas e depois não ganhar certas respostas que eles (e apenas eles) acham necessárias. Acredito que Fringe é a perolazinha de J.J. Abrams. Acredito que alí ele faz tudo que ele sempre quis fazer em Lost e não fez. Uma real mitologia, com tudo se fechando. :)

  3. Realmente, Fringe mostrou ser firme e forte em sua historia. Porem a audiencia só cai, e foi movida pra sexta e mesmo assim caiu mais. Vamos torcer pros norte americanos assistirem essa fucking serie e termos pelo menos até a 5º temporada. Engraçado e que ela e uma das mais gravadas por eles em DVR, acredito que foi isso que renovou a serie pra 4º temporada.

  4. Posso ser odiado com o comentário está um patamar acima de X-Files. Apesar de que acho irrelevante comparar as series(temática completamente diferente, e alguns insistem em discutir se Fringe é ou não o novo X-Files, nada a ver). Fringe me surpreende bem mais.

  5. Acho que preciso tentar rever Battlestar Galactica, pois ela está em todas as listas de melhores de ficção cientifica.
    Já tentei ver uma vez, há alghuns anos, assisti aos 3 primeiros ep. e desisti, pois não entendi patavinas, acho que foi porque não gostava muito do tema.

    Quanto a Fringe, fico meio receosa em assistir agora por dois motivos: o primeiro é o “efeito Lost”, que deixa, não só eu, mas muitas pessoas com medo de se dedicar e o final ser completamente sem noção.
    O segundo, e mais provável, é o “efeito The 4400”, pois como a série não tem audiências expressivas, o risco de ser cancelada sem um final digno é grande, o que deixará quem acompanha a série com o c%$# na mão, com cara de tacho.

    @Cianaly

  6. Eu, sinceramente, não entendo esse oba oba com Fringe e achei esse fim de temporada um dos piores eps da série. A série, que tinha o mérito de sempre explicar tudo que acontecia (inclusive tornando o absurdo plausível com a realidade da série), jogou uma solução furada e covarde nesse ultimo ep. Nessa 3ª temporada, nem os personagens são respeitados, o Walter virou o palhacinho da série, o Peter começou a virar gênio e a Olivia, insossa como sempre, agora fica com crises de paixonite aguda? Sem contar a mudança de rumo no meio da temporada e o número excessivo de episódios que não levam a lugar nenhum nessa temporada. Me desculpem os fãs, mas Fringe vai ser cancelada e vai tarde. Colocá-la no nível de Arquivo X ou BSG é patético. Mesmo a citada “The 4400” era muito mais consistente e melhor escrita que Fringe.
    E achar que o JJ Abrams faz alguma coisa é muita inocência. O cara é produtor, apresenta projeto e arrecada dinheiro. Foi o que ele fez com Lost, Fringe e, agora, faz com Alcatraz. Fringe tá na mão de Alex Kurtzman e Roberto Orci, os “gênios” por trás dos Transformers (opa, ninguém vai falar que é do Spielberg?).
    Enfim, desculpem o desabafo, mas achar Fringe excelente só demonstra a falta de conhecimento de sfi-fi, tanto nas telas da TV e do cinema, quanto na literatura (e aqui vira covardia).

  7. Fringe acabei desistindo no quinto episódio da 3.a temporada.A série ficou intragável,muito chata,não é a toa que correu risco de cancelamento.
    E,pelo que eu li sobre o último episódio,eu fiz muito bem em ter largado ela.
    E concordo com o que o cara disse aí,achar que J.J.Abrams tá podendo fazer o que não fez em Lost é muita ingenuidade.O cara só participa do começo da série,depois parte pra outra.
    E tenha dó né,comparar com Arquivo X.Fringe precisa comer MUUUUUUUUUUUITO feijão com arroz pra chegar ao nível de Arquivo X.Mil Olivias não valem uma Dana Scully.

Deixe uma resposta

ss