FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

A Semana em Série

Por Davi Garcia e Bruno Carvalho

Período: 22/01 a 28/01/2012. (Com spoilers para quem NÃO segue a exibição americana)

SouthLAnd 4×02 – Underwater: Para uma série tão crua e que abraça com tanta força seu estilo quase documental, é sempre interessante ver como SouthLAnd constrói os cenários que acabam, intencionalmente ou não, provocando reflexões do tipo: “O que eu faria naquela situação? Como eu reagiria se fosse um policial?”. Nesse sentido, destaque para a sequência em que Ben perde o controle (na frente de várias câmeras) e acaba revidando a agressão de uma adolescente quando ele e Bryant tentam acabar com a agitação provocada pelo som alto de um carro num estacionamento e mais tarde precisam lidar com a repreensão do novo capitão de estilo nada ortodoxo (feito por  Carl Lumbly, o Dixon de Alias), Joel Hucker. (D.G.)

Parks and Rcreation 4×13 – Bowling for Votes: A obstinação de Leslie Knope não tem limites e isso ficou claro em mais um divertidíssimo episódio! A comédia está em um de seus melhores momentos com a campanha, levando a candidata à vereadora a perder uma noite inteira de palanque político apenas para convencer um eleitor num jogo de boliche a votar nela. Os melhores momentos, contudo, ficaram à cargo de Ron Swanson – cada vez mais subversivo e autêntico -, especialmente quando descobriu que o “jeitinho” amador de Tom no boliche dá mais resultado que o profissional. Pena que não vimos mais do candidato rival interpretado pelo ótimo Paul Rudd. Parks and Recreation é feita numa sequência de momentos inspirados de um afiado e sintonizado elenco. (B.C.)

Justified 3×02 – Cut Ties: É inegável o valor que a subtrama envolvendo a iniciativa de Boyd para ficar frente a frente com Dickie Bennet na prisão terá para a sequência da temporada, assim como foi curioso ver o lado mais sombrio na personalidade do chefe Art vindo à tona quando ele se envolve na investigação do assassinato de um colega. Dito isso, não restam dúvidas, pelo menos para mim, de que o ponto mais importante deste episódio tenha sido a entrada da bela Carla Gugino na trama reprisando, ao que tudo indica, sua personagem da série Karen Sisco que, tal qual Raylan, também foi criada por Elmore Leonard. Boas expectativas para a sequência da temporada, portanto. (D.G)

30 Rock 6×03/6×04 – Idiots Are People Three/The Ballad of Kenneth Parcell: Às vezes penso que 30 Rock já valeria só pelas referências e citações, como essa de Liz Lemon na manifestação de idiotas liderada por Tracy e Denise Richards (!): “Sabe o que vocês causaram no mundo? Girls Gone Wild, The Golden Globes (…) E por causa de vocês pode haver um FILME de Entourage! Ah, e o retorno de Will Arnett como o implacável Devon Banks só prova que Up All Night simplesmente não deveria existir. Os roteiristas continuam afiadíssimos, aliás. Poxa, um episódio em que o ator Kelsey Grammer (Boss, Frasier), interpretando a si mesmo, é profissional em “queima de arquivos”? Isso é genial! (B.C.)

Californication 5×03 – Boys & Girls: Mesmo previsível como nunca (ora, impossível não deduzir que Hank não iria se comportar com a namorada do cantor gangster e que Runkle iria pegar a babá), esta 5ª temporada de Californication segue num excelente ritmo, abordando temas adultos com propriedade, autenticidade e muito bom humor. Impossível não torcer pelo incorrigível Hank dando cabo no namoradinho babaca da filha, embora seja curioso notar que ela tem o mesmo gosto da mãe para arrumar trastes. Elektra explica. (B.C.)

House 8×09 – Better Half: Um exercício chato e desinteressante de tramas que vão do nada para lugar nenhum. Se a intenção dos realizadores de House é dar morte lenta e dolorosa à série, parabéns porque é exatamente isso que a 8ª temporada tem conseguido fazer até aqui. No episódio da semana, um paciente brasileiro com mal Alzheimer e um um casal supostamente assexuado em 42 minutos intermináveis de um episódio cujo ponto ‘alto’ foi o momento em que House dá uma de tradutor simultâneo de português. Ou seja… Fox, faça um favor aos fãs dos áureos tempos da série e por favor confirme logo que essa é a última temporada. Grato. (D.G.)

The Big Bang Theory 5×14 – The Beta Test Initiation: Essa não é nem nunca foi a melhor comédia da tv. Aliás, já perdi a conta de quantas vezes pensei em abandoná-la dada sua imensa dificuldade de sair do lugar e abandonar o já desgastado hábito de repetir as mesmas situações episódio após episódio sem nunca desenvolver seus personagens. Mimimi à parte, é justo dizer que depois do fraquíssimo episódio 100, Big Bang tenha se saído razoavelmente bem com as piadas em torno de Fun with Flags, o video podcast organizado por Sheldon, e principalmente com a historinha envolvendo Raj e seu ‘relacionamento’ com a Siri, o aplicativo auxiliar do iPhone 4S. Divertido? Sim. Mas ainda é muito pouco para uma série tão popular e que se vende como nerd. (D.G.)

Spartacus: Vengeance 2×01 – Fugitivus: Mentiria se dissesse que morri de amores pela série logo de cara. Tive sérias dificuldades para aceitar o estilo gráfico artificial copiado de 300 que a 1ª temporada, Spartacus: Blood and Sand, imprimiu. Contudo, passados 5 ou 6 episódios, reconheço que me peguei fisgado pela trama recheada de ‘licenças poéticas’ que seus produtores assumiram para contar a história do gladiador que lidera uma rebelião escrava contra o Império romano. Na estreia da 2ª temporada, todas as atenções se voltam para o ‘novo’ Spartacus feito por Liam McIntyre (substituindo o falecido Andy Whitfield), que se ainda não mostra o mesmo carisma e força de seu antecessor, pelo menos não deixa a bola cair quando a responsabilidade lhe é dada para conduzir a história. Nesse panorama, os destaques do episódio giram em torno da reaparição de uma personagem importante e, claro, da sequência que mostra o ataque liderado por Spartacus e Crixus que culmina num violento massacre – com direito a orgia, muita nudez, sangue e vísceras expostas, que ocorre num bordel. (D.G.)

*****

Na última semana também comentamos sobre o fraco terceiro episódio de Alcatraz, o belo Piloto de Touch (nova série do criador de Heroes estrelada por Kiefer Sutherland) e sobre o décimo episódio do quarto ano de Fringe. Sentiu falta de alguma série, tipo Chuck (que acabou na última sexta-feira), a ótima The Good Wife ou qualquer outra? Ajude-nos repercutindo-as nos comentários ;)

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12 respostas para “A Semana em Série”

  1. Leonardo disse:

    Chuck teve um ótimo final, aberto para um possível filme contando o futuro dos personagens. Merecido para uma série com uma base forte de fãs que, se não é elaborada, é muito querida por quem assiste.

    Once Upon a Time teve mais um excelente episódio, focando no difícil relacionamento entre a Branca de Neve e o Príncipe nos tempos modernos e explicando como isso também acontecia na era dos contos de fadas.

    Fringe teve um episódio do estilo “caso da semana”, mas mesmo esse tipoo de episódio é acima da média na série e consegue nos deixar ainda mais ansiosos pela continuação.

    Das séries acima, ainda assisti Alcatraz, com um episódio abaixo do esperado, mas que talvez não seja um problema para os americanos, que gostam bastante de procedurais e The Big Bang Theory que me fez rir um pouco, mas menos que no episódio 100. Temporada da série nerd é bem fraca mesmo.

  2. MacCrow disse:

    Estou vendo Last Man Standing e não é tão ruim.

    Alcatraz ainda está amadurecendo mas estou gostando do caminho que tem seguido.

    [ ]s

  3. Maicon disse:

    Senti falta da despedida de Marg Helgenberger, a eterna Catherine Willows de CSI! A cena foi bem emocionante, e merecia ser citada!

    No mais, bem colocados os pontos altos do “Forced Perspective”, espero que Fringe saia do limbo, mas é situação é cada vez pior…

  4. Amanda disse:

    O q Up All Night tem a ver com o Will Arnet participando QUASE NUNCA de 30 Rock? sério, q escroto.

  5. Alan disse:

    Achei o comentario do TBBT muito pessoal, não concordo. A série tem uma formula que da certo e faz as pessoas rirem, nao precisa de mais que isso, evolução de personagem deixo para series de grande porte e não as que assistimos para rir.

  6. tghz disse:

    TODO COMENTÁRIO É PESSOAL FILHO! ACORDA PRA VIDA!

  7. Maurilio disse:

    Dos episódios analisados acima, só assisti o de Big Bang e House.
    Sobre Big Bang, já sabemos que Chuck Lorre não é dos mais criativos a ponto de fazer algo mais “complexo”, e se a fórmula está certa ele não vai mudá-la. É capaz de termos umas 10 temporadas do “mesmo” e com resultados de audiência melhores do que muitas aclamadas pela crítica. E realmente o “Fun with Flags” foi bem legal.

    Quanto a House, já vi episódios piores. Engraçado é a mulher viver com o sujeito e não saber o que é “me sinto quente” e saber o que significa “Lá está ela”. Serviu só para dizer que House é o cara e o único que consegue entender português num hospital americano.

  8. Maurilio disse:

    Todo comentário, análise terá uma opinião. Não existe essa de “comentário muito pessoal”. Todo comentário parte de uma opinião pessoal. A única coisa em que o blog deve ser imparcial é nas informações. E nisso ele é, haja visto que mesmo que “não gostem” de tal série, informam ao leitor a respeito da mesma!

  9. Bruno Carvalho disse:

    Tem a ver com o talento de Will Arnett totalmente desperdiçado numa série com um texo de humor limitado com o de Up All Night. Suas pequenas, porém excelentes participações em 30 Rock mostram o quando ele se destaca com um roteiro mais afiado e um personagem que, apesar das poucas aparições, é muito melhor construído e delineado.

  10. Ni disse:

    House tem decaído bastante, já foi uma grande série. Acho que deviam começar a elaborar mais o fim da série, pq esse ultimo episodio me fez lembrar da primeira temporada quando estavamos conhecendo os personagens, principalmente quando Chase liga para a irmã.

    Fringe é maravilhoso sempre, fico feliz por ter uma série que substitui LOST. Devo dizer que comecei a ver a série esse ano e estou amando, principalmente essa temporada. Ainda não me desapontei com a série e espero que esse dia nunca chegue ^^ … #saveFringe

    O último episódio de New Girl foi bem interessante também. Sempre achei seus episódios com um ritmo lento, mas não esse… Acho que a série está seguindo o caminho certo e vai chegar lá…

  11. Ni disse:

    Concordo com o que disse. Um bom exemplo de que Chuck Lorre não vai mudar a fórmula é “Two and a Half Man”… mesma coisa chata até o final de Charlie.

    Mas acho a comédia de Big Bang bem mais divertida, pelo menos as piadas mudam de um episódio pro outro… ^^

    Só achei bunitinho o House falar prtuguês, pq adoro gringos falando com um sotaque esquisito..rs

  12. Gabriel disse:

    O que foi esse último episódio de The Good Wife? Episódio de meio de temporada, mas com cara de season finale. É impossível não amar cada personagem da série!

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