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Por: Bruna Bottin

Um balanço da sexta e última temporada de Private Practice

Spin-off de Grey’s Anatomy chega ao seu final feliz

[contém spoilers da 6ª temporada] “Hi, I’m Addison Shepherd. And you must be the woman who’s been screwing my husband”. Foi assim que Shonda Rhimes introduziu a forte Dra. Addison (na época ainda com o nome Shepherd) em Grey’s Anatomy. Addie chegou marcando território e já demonstrando sua personalidade forte desde o início. Por três anos ela percorreu os corredores do Seatle Grace Hospital, mas resolveu tentar a vida longe do ex-marido e aquelas confusões, e se mudou para Los Angeles. Foi pela grande Addison Forbes Montgomery, melhor cirurgiã neonatal do mundo, que resolvi assistir Private Practice, porém foi difícil aguentar uma série quando simpatizamos apenas com o protagonista. Mesmo depois que me afeiçoei aos outros médicos da série, não foram poucas as vezes que pensei em abandonar o drama. Alguns clichês foram se repetindo muitas vezes na produção. O mais clássico: para introduzir um novo amor na vida de qualquer personagem, bastava contratar um novo médico(a) para trabalhar na clínica ou no hospital St. Ambrose – vide James Peterson. No final das contas, todos tiveram algum relacionamento intimo com o colega ao lado.

As tragédias foram algo constante na série, e eventualmente todos acabaram sofrendo algum trauma. Violet foi violentada por uma paciente louca que tentou roubar seu bebê da barriga. Charlotte passou por um estupro. Amelia voltou a usar drogas e teve um bebê anencéfalo. Pete morreu. E a lista poderia ser bem maior, porém Shonda Rhimes deu um tempo em tudo isso, e dedicou a 6ª e última temporada a conclusões. A grande surpresa desse último ano foi o jeito diferente de conduzir cada episódio, focando em um personagem ou casal específico por vez, mas sempre com as tramas sendo bem amarradas no plano de fundo. A fórmula funcionou super bem, e em alguns episódios tiveram outros diferenciais. Por exemplo, o décimo capítulo, Georgia on My Mind, contou com cinco ritmos musicais sendo executados por Charlotte e Cooper. O capítulo todo foi dedicado a Charlotte e sua cama graças a gravidez de múltiplos, e as danças que foram intercaladas entre os 42 minutos acabaram sendo uma maneira interessante de lembrar a mulher sexy que é Charlotte King.

Enfim chegamos ao fim de seis anos de histórias. Agora voltou a lembrar de Addison Montgomery no início, aquela doutora durona que apareceu em Seatle e migrou cheia de insegurança e vontade de viver para Los Angeles, e concluo que foi uma jornada bacana. A doutora maravilhosa e cheia de atributos finalmente encontrou o amor completo, de um homem dedicado e amoroso, e de seu pequeno filho Henry. Apesar das grandes falhas que Private Practice possuía, sua última temporada foi boa, como há tempos não acontecia, sem enrolação. Às vezes, se emocionar com a alegria dos personagens consegue ser muito mais tocante que uma tragédia. Com certeza não posso avaliar o final de Private Practice apenas por esse series finale super piegas, mas a jornada inteira que foi a 6ª temporada resultou em um saldo positivo, sem decepção. Tchau turma do Oceanside Wellness Center, no fundo vou sentir falta das conversas dramáticas na cozinha também.

4star

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