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Por: Davi Garcia

A excelente volta de Arrested Development

Roteiro, elenco e ótimas piadas empolgam em episódio de retorno da comédia

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[Texto sem spoilers do episódio 4×01: Flight of the Phoenix]Essa é a história de uma família que teve o futuro abruptamente cancelado e de um filho que não teve escolha senão insistir em ter um futuro.” Depois de sete anos, rindo de si mesma e brincando com um momento de sua própria trajetória já na remodelada sequência de créditos, Arrested Development voltou empolgando em seu primeiro episódio (de um total de quinze) na nova temporada financiada pela Netflix.  Com trinta minutos de duração e centrado em Michael, o capítulo inicial da antologia resgata toda a ambientação, ousadia e quebra de convenções que marcou a série que conhecemos lá atrás e revela um elenco (ou pelo menos parte dele, já que nem todos os Bluth reaparecem logo de cara) afiado e que parece não ter tido qualquer dificuldade para retomar seus personagens. Nesse contexto, Jason Bateman reconstrói Michael Bluth com aquela mesma ingenuidade de outrora que o fez colecionar pequenas decepções familiares, um elemento, aliás, que se faz presente de forma marcante num divertido e surpreendente evento (envolvendo George Michael) neste primeiro episódio.

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Contando com pequenas participações especiais de Seth Rogen e Kristin Wiig (fazendo versões jovens de George Sr e Lucille), o capítulo escrito e dirigido pelo próprio Mitch Hurwitz relembra momentos importantes da história dos Bluth com flashbacks de cenas das temporadas iniciais (o que foi uma boa sacada capaz de render risos fáceis por conta da curiosa marca d’água Showstealer Pro Trial Version presente nessas cenas). Além disso, ao apostar em piadas curtas e bem sacadas como aquela envolvendo o projeto de uma rede anti-social chamada Fakeblock (se cuida Mark Zuckerberg!) ou mesmo as consequências que Michael encara por conta do “sucesso” de seu empreendimento, por exemplo, o episódio dá uma noção de tudo que mudou na relação dos Bluth durante esses anos ao mesmo tempo em que cria pequenos ‘mistérios’ (quem estava com GOB na casa?) e viradas absurdas no melhor estilo daquela singular família que fatalmente ganharão perspectivas diferentes ao longo dos demais capítulos centrados nos outros personagens. Aliás, por falar em outros Bluth e episódios, peço licença porque tenho mais quatorze novinhos para ver.

5star

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