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Por: Davi Garcia

Intelligence: nova série de Josh Holloway tem piloto com mais do mesmo

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Sou fã do Josh Holloway (o Sawyer de LOST) e sem qualquer dúvida vou torcer para que Intelligence, nova série que ele protagoniza e estreou nesta terça-feira (7) na TV americana com boa audiência (16.6 milhões e 2.4 na demo qualificada), ganhe fôlego e se torne uma produção relevante dentro do seu gênero. Se vai conseguir, só o tempo dirá, mas levando em conta o que o episódio piloto apresenta, já dá para dizer que a série vai ter que ralar bastante para superar uma estrutura genérica que no fim das contas soa apenas como algo que entrega mais do mesmo.

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Em Intelligence, Holloway faz Gabriel Vaughn, um ex-fuzileiro da Força Delta que ao ter um micro chip de altíssima tecnologia implantado em seu cérebro, se torna um dos agentes de campo mais poderosos dos serviços de segurança do país. E se isso não te fez pensar que a série, pelo menos no conceito, poderia ser uma mistura de Chuck com Person of Interest, por exemplo, é porque talvez suas referências andam meio enferrujadas. Seja lá como for, não se frustre, porque a comparação acaba empalidecendo ao longo do capítulo, já que Intelligence não tem nem o humor característico da primeira e nem parece querer provocar, como faz a segunda, qualquer reflexão sobre o impacto da tecnologia na forma de se encarar atividades criminosas.

Sim, eu sei que não dá para esperar que o piloto já apresente uma série 100% redondinha logo de cara, visto que o desenvolvimento dos personagens e dos eventuais conflitos que sustentarão a trama precisam de mais do que 40 minutos para ganhar corpo. Agora, se tem uma coisa que o roteiro desse primeiro episódio de Intelligence poderia ter evitado era a repetição de certos elementos que já vimos antes em outras séries. Afinal, essa coisa de termos um herói emocionalmente traumatizado por conta de uma perda e que, por ser rebelde, ganha uma parceira certinha que possa controlá-lo (mas com quem ele parece criar uma certa tensão sexual) nós já vimos algumas vezes e com mais eficiência.

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Considerando esse quadro, condenar a série logo de cara seria uma tentação fácil, mas que particularmente evitarei. Assim, se por um lado há equívocos na própria lógica da trama, claro, como o fato de Gabriel só usar os recursos do chip de vez em quando e não sempre como as situações mais arriscadas exigiriam (por que ele não se conectou ao Google Maps na sequência inicial pela floresta para identificar a melhor rota de fuga, por exemplo?), por outro é justo dizer que o piloto é competente em suas cenas de ação (a própria sequência da fuga no início corrobora isso) e visualmente impressiona com seu CGI singular como nas cenas em que o personagem de Holloway refaz cenários virtuais usando a tecnologia do chip.

Sendo assim, por mais que o episódio inicial de Intelligence tenha deixado a desejar em termos de inventividade e ousadia na fórmula, o carisma de Holloway aliado à expectativa de que uma sintonia mais fina no roteiro possa ocorrer com uma sequência de episódios, certamente me farão dar novas chances à essa série. E vocês?

2star

Assista o promo do episódio 2

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