FOTO: REPRODUçãO

Por: Redação Ligado em Série

Friends e outras séries icônicas dos anos 90

friends10anos

A moda era o grunge, jeans rasgados, cabelos bagunçados e mangas bufantes. Se você não era fã de Nirvana, The Doors, Alice in Chains ou Oasis, certamente curtia um pagode do Raça Negra ou Só Pra Contrariar. Nove entre dez crianças passavam horas cuidando de seu tamagotchi e comprando aquele pirulito que vinha com uma paleta giratória simulando um cata-vento. Quem não juntasse o número certo de tampinhas de Coca-Cola para trocar pela garrafinha em miniatura ficava desenturmado no colégio.

Tubos de cola eram gastos para grudar as figurinhas nos álbuns que nunca conseguíamos completar porque sempre faltava aquela premiada. Adorávamos escovar os dentes com pasta Tandy só pra comer um pouco dela e tomávamos muito fôlego para assoprar os cartuchos dos jogos porque o Nintendo travava sempre na hora que estávamos prestes a zerar a fase 2 do Super Mario.

Numa época em que a Internet era pouco usada pela população em geral e a TV a cabo era privilégio de poucos, só nos restava esperar que as emissoras abertas nos proporcionassem séries de qualidade, e várias ficaram guardadas para sempre na nossa memória. Portanto,  selecionamos aqui várias séries que fizeram a nossa cabeça nessa década. Então guarde seus bonecos dos Cavaleiros do Zodíaco e os CDs do Backstreet Boys curta a lista!

Friends

Que fã de Friends nunca sonhou em passar grande parte do seu dia conversando nas poltronas do Central Perk? A série de comédia mais cultuada da história estreou na TV americana em 1994 e imediatamente conseguiu a aprovação do público e da crítica especializada. Contando a história de Ross, Rachel, Monica, Chandler, Phoebe e Joey, seis amigos que moram em Manhattan e as situações nas quais eles se veem envolvidos, a comédia chamou a atenção por não ter um(a) protagonista definido(a), com todos os amigos tendo o mesmo destaque em todos os episódios exibidos. A mesma premissa valeu fora da tela: todos ganhavam o mesmo salário (a despeito da NBC, que chegou a oferecer salários maiores a Jennifer Aniston e David Schwimmer no início, que recusaram). Hoje em 06/05 comemoramos 10 anos de seu fim. :(

ER

Mãe de todas as séries médicas e exibida por aqui com o título “Plantão Médico”, esta criação de Michael Crichton (Jurassic Park) estreou no primetime da NBC em 1994. Como o próprio nome sugere, tudo girava em torno da correria e dos problemas que enfrentam os funcionários da ala de emergência do Los Angeles County General. Recordista de indicações ao Emmy (são 123!), a série contava com um elenco invejável, como Anthony Edwards, Julianna Margulies (The Good Wife) e George Clooney, que arrancava suspiros das moças dentro e fora da tela. Contando com a produção executiva de Steven Spielberg em suas primeiras temporadas, ER também marcou época ao exibir um episódio totalmente ao vivo (“Ambush”, première da quarta temporada). Como se não bastasse, o elenco repetiu o episódio horas depois, quando ia ao ar o mesmo na Costa Oeste dos EUA, feito recentemente repetido por 30 Rock em duas ocasiões.

Buffy, The Vampire Slayer

Domingo era dia de acordar tarde, almoçar com a família e correr pra TV porque às 13 horas começava Buffy, a Caça Vampiros! A série assim batizada quando foi exibida por aqui foi campeã de audiência na sua época lá fora, ressuscitando a WB Television, emissora que se encontrava à beira da falência na época (curiosamente, a WB fechou as portas pouco depois que a série chegou ao fim e, junto da UPN, virou a CW). A história girava em torno de Buffy Anne Summers (Sarah Michelle Gellar), uma garota que descobre ser uma Caçadora, parte de um grupo de mulheres escolhidas para lutar contra demônios que ocasionalmente aparecem na Terra através da Boca do Inferno, um portal localizado na cidade de Sunnydale, onde ela mora com a mãe, contando com a ajuda dos amigos Willow e Xander. A série durou sete temporadas e gerou vários produtos derivados, como jogos de vídeo game e bonecos.

Married… With Children

Toda série que retrata o cotidiano de uma família disfuncional deveria pagar direitos autorais a Married… With Children. A história da família Bundy foi mal recebida pela crítica especializada logo que estreou, mas ganhou a atenção da audiência americana justamente por representar uma inovação no gênero em sua época ao tirar de foco as famílias perfeitas e dar lugar a pessoas que brigam entre si, trocam gozações e são, por assim dizer, fracassados. No entanto, eles se uniam diante de qualquer adversidade. Apesar de ter estreado em meados de 1987, a série entrou na nossa lista já que 8 de suas 11 temporadas foram exibidas na década de 90. Ela foi trazida ao Brasil somente em 1994 pela HBO e, anos depois, pela Band. Seu protagonista, Ed O’Neil, também ficou anos fora de um papel de destaque na TV até “ressuscitar” em Modern Family. No elenco também estavam Katey Sagal (Sons of Anarchy) e Christina Applegate (Up All Night).

Mundo da Lua

“Alô, alô! Planeta Terra chamando! Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da Lua, onde tudo pode acontecer…”. Se você conseguiu ler a frase acima sem ouvir a voz de Lucas em sua cabeça, sua infância poderia ter sido melhor. A série, exibida pela TV Cultura entre 1991 e 1992 e até hoje um dos maiores sucessos do canal, girava em torno do garoto Lucas, que após ganhar um rádio-gravador de seu avô, usava o objeto para inventar histórias sobre como ele achava/queria que as coisas deveriam acontecer. Contando em seu elenco com Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri, a série que marcou época é reprisada atualmente pelo canal a cabo Rá Tim Bum.

Seinfeld

Quando Jerry Seinfeld se uniu a Larry David com a proposta de escrever uma “comédia sobre o nada”, várias emissoras torceram o nariz para o projeto (o diretor da FOX, por exemplo, recusou financiar a produção da série por considera-la sem história para ser contada). Felizmente os executivos da NBC deram o aval para que a ideia fosse adiante e a série, que durou 9 temporadas, foi produzida e se tornou uma das maiores comédias modernas. O roteiro era inovador: vários se episódios se passavam em situações absolutamente corriqueiras, como esperar na fila do supermercado, comprar remédios numa farmácia e outras banalidades, em especial os bottled episodes que se passavam inteiros em um só local. Intercalando essas cenas, um show de stand-up protagonizado pelo próprio Jerry Seinfeld corroborava as situações nas quais os personagens viam-se envolvidos.

Twin Peaks

A série criada por David Lynch é um verdadeiro cult e é adorada por vários fãs que a acompanharam desde sua estreia, em 1990. Girando em torno do misterioso assassinato da estudante Laura Palmer na pequena cidade que dá o nome à série, e das investigações que se desenrolam a partir desse fato realizadas pelo excêntrico detetive Dale Cooper, a série tinha uma galeria de personagens marcantes (para não dizer estranhos), que sempre pareciam ter algo a esconder a respeito da morte da garota. E quanto mais o detetive Cooper mergulhava na vida de Laura Palmer, mais ele descobria que ela não era bem a aluna exemplar e moça bem comportada que todos achavam. Por não revelar a identidade do assassino ao final de sua primeira temporada, a audiência da temporada seguinte foi muito aquém dos números que rede ABC desejava, o que a fez pressionar os roteiristas para que desvendassem esse mistério o quanto antes. Como a audiência não tomou outro rumo mesmo quando o pedido foi atendido, a emissora optou pelo cancelamento (precoce) da série, deixando uma legião de fãs inconformados até hoje.

The Fresh Prince of Bel-Air

As manhãs de domingo não eram as mesmas se não assistíssemos “Um Maluco no Pedaço” no SBT (sim, foi essa a “tradução” que utilizaram por aqui). A série que revelou Will Smith contava história de um adolescente chamado Will que se muda da casa da mãe, na periferia da Filadélfia, para a mansão dos tios, no luxuoso bairro de Bel-Air em Los Angeles. Sem interesse em seguir as regras sociais e de etiqueta nas quais os tios e primos moldavam suas vidas, Will costumeiramente deixava-os em saias justas, e vivia às turras com o patriarca da família, mas sempre acabava perdoado no final. A série foi produzida e exibida nos EUA entre 1990 e 1996.

Blossom

Mais um clássico das manhãs do SBT. Apesar de ter feito um relativo um sucesso nos EUA, no Brasil a série praticamente dobrava a audiência do canal no momento em que começava. Trazendo a personagem-título como uma garota de 15 anos abandonada pela mãe e sendo criada pelo pai junto com dois irmãos mais velhos, a série imediatamente ganhou a simpatia do público, que torcia para que Blossom conseguisse realizar seu sonho de ir a Paris, onde ela achava que sua mãe estava. O seriado também se mostrou inovador em seu roteiro, colocando na boca dos personagens diversas tiradas envolvendo a cultura pop, o que familiarizava o espectador ainda mais com o que via na tela. Exibida entre 1991 e 1995, a produção foi encerrada devido a um pedido dos atores, que decidiram tomar um novo rum nas carreiras. Sua estrela Mayim Bialik retornou à TV após duas décadas como a igualmente peculiar Amy de The Big Bang Theory.

The X-Files

Um marco da cultura pop na década de 90, The X-Files é um dos maiores sucessos da FOX até hoje. Sucesso comercial, vendeu almanaques, álbum de figurinhas e reportagens variadas em revistas que nós comprávamos na banca da esquina para ficar em dia com as novidades da série, já que spoilers na Internet eram algo inimaginável na época. A série trazia como protagonistas os agentes Mulder e Scully, investigadores especializados em solucionar casos que envolviam (ou suspeitava-se haver) atividade paranormal. Enquanto Mulder acreditava que eventos paranormais influenciavam os casos em que trabalhavam, Scully sempre oferecia uma explicação racional para o que acontecia, representando os céticos. Paralelo a tudo isso, os dois se veem envolvidos em uma grande conspiração, o que os coloca em uma posição na qual um só pode confiar no outro, enquanto os demais são suspeitos em potencial. Insinuando constantemente a presença de alienígenas em nosso meio a série ficou famosa por seu slogan “The Truth Is Out There” (A verdade está lá fora).

E aí, que série marcante ficou de fora da nossa lista? Largue esses bonecos do Power Rangers e venha comentar!

Uma resposta para “Friends e outras séries icônicas dos anos 90”

  1. Andre Abreu disse:

    Apesar de ter nascido nos anos 90, não peguei o auge de todas mais Friends vi duas vezes e via direto os episodios na Warner, um maluco no pedaço e graças a Netflix estou vendo The X- Files.

Deixe uma resposta

ss