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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | A mecânica estreia de Stalker

stalker

O novo thriller psicológico do canal norte-americano CBS – famoso por seus inúmeros procedurals – acompanha a tenente Beth Davis (Maggie Q, de Nikita) e o detetive Jack Larsen (Dylan McDermot, de Hostages), dois agentes da TMU (mais uma sigla, agora Threat Management Unit), unidade da polícia de Los Angeles responsável por crimes ligados a perseguição. Seguindo o já cansativo estilo de “caso da semana”, o piloto tem início narrando a investigação do homicídio de uma mulher que, há um ano, vinha fugindo de um perseguidor cuja identidade ela desconhecia. Ao mesmo tempo, a TMU recebe a denúncia de um estudante que acredita estar passando pela mesma situação com um ex colega de quarto.

Mas o mais interessante em Stalker é o fato de que os detetives precisam lidar com suas próprias obsessões, que são relacionadas com os casos. Logo no inicio do episódio já fica claro que Jack tem muitas coisas em comum com os criminosos que costuma prender. Após ser transferido de NY pra Los Angeles (os motivos ainda não estão totalmente estabelecidos), ele passa a acompanhar de fora a vida de sua ex mulher e seu filho. Já o ritual de Beth antes de dormir – ela fecha todas as cortinas, tranca todas as janelas e liga o alarme – é mostrado duas vezes durante e o episódio, dando a entender que ela já foi vitima do tipo de crime que investiga.

O drama segue um pouco os moldes de Criminal Minds, talvez pelo tipo de crime que trata. O tema é interessante e atual considerando que cada vez mais a nossa privacidade pode ser facilmente invadida e as tramas pessoais dos policiais podem render até bons momentos. O maior problema de Stalker, contudo, é a forma mecânica como conduz o caso, denotando uma falta de inventividade que já é latente na TV norte-americana e especialmente em séries do gênero, que acabam não conseguindo fugir do lugar-comum. E justamente por ser criada e produzida por Kevin Williamson (responsável pela fraca The Following), não é bom criar muitas expectativas, ainda que ela seja encomendada para a primeira temporada ou até mesmo renovada. 

2star

6 respostas para “Crítica | A mecânica estreia de Stalker”

  1. D. disse:

    comecei a assistir já esperando o cancelamento, apesar de ter curtido muito, se renovada não acho que passe de uma season 2

  2. leo disse:

    ahh man, serio isso ? Q pena, serie mt boa

  3. Luan Lawlz disse:

    lol the following é fraca? desde quando…!!!!! Uma das melhores da minha lista.

  4. Rai Santos disse:

    Não vou dizer que uma das melhores, mas gosto e espero a 3ª temporada. Só acho que tem de parar por aí. senão começa a ficar maçante. Igual Breaking Bad. Acabou na conta certa.

  5. Jane disse:

    Moço, sem desmerecer sua opinião, mas só pq é uma das melhores da sua lista não faz a série ser boa, qualquer pessoa que goste de série tem uma ou duas séries ruins que amam de paixão. Mas que The Following vem descendo ladeira abaixo desde a primeira temporada ninguém pode negar. Alías, já na primeira temporada haviam erros absurdos de enredo que a crítica e público não perdoam. A premissa de The Following é boa, mas mal executada, como a própria Stalker.

  6. marcia disse:

    exatamente o que achei..só agora estou assistindo Stalker, em estilo maratona..e concordo, o argumento é muito bom e atual, mas a execução… deixa a desejar, infelizmente..talvez por isto sou cada vez mais fã das séries inglesas .

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