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Por: Bruno Carvalho

Crítica | Baskets, série escrita por Louis C.K. com Zach Galifianakis

baskets

Zach Galifianakis é um intérprete competente, mas que facilmente desanda para o overacting e seus exageros geralmente comprometem a obra em que participa (vide Bored to Death e toda a franquia Se Beber Não Case), mas Baskets parece ter encontrado o ponto de equilíbrio, principalmente graças ao texto de Louis C.K. Ampliando a parceria da produtora Pig Newton de Louie com o FX, Baskets conta a história do peculiar palhaço Chip Baskets (Galifianakis) que, recém-formado de uma academia francesa especializada nesta arte, volta para o interior da California para trabalhar em um rodeio – único empregador que o aceita independente de qualificação.

Apesar da premissa inusitada e simplória, Baskets se sobressai graças a peculiaridade das situações apresentadas, que envolvem desde a mãe do palhaço interpretada por um homem, o ator Louie Anderson, e até mesmo um irmão malvado vivido pelo próprio Galifianakis no melhor estilo “Mulheres de Areia“. Sigular e meio hipster, a série tem como seus melhores momentos a ingenuidade e determinação de seu protagonista frente às adversidades – e, neste sentido, o ator faz aqui sua interpretação mais contida e introspectiva – despertando a empatia do espectador.

Repleta do humor “embaraçoso” estabelecido na TV por Ricky Gervais, Baskets é uma série de nicho agradável, mas que provavelmente vai ficar no “mais do mesmo”, funcionando para arrancar um riso de cano de boca. Não é uma comédia hilária, mas suficientemente intrigante e irreverente, que vale a conferida por conta do roteiro irreal e “espertinho”. A produção estreará no Brasil em breve pelo canal FOX1.

3star

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