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Por: Bruno Carvalho

Ligado Entrevista: Hugh Laurie, de The Night Manager!

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Amanhã, 22 de fevereiro, às 22h30, o canal AMC Brasil traz a aguardada estreia The Night Manager, sua nova série original. O thriller de seis capítulos é baseado no best seller de John le Carré e tem como protagonistas Hugh Laurie (House) e Tom Hiddleston (Os Vingadores). Durante o auge da Primavera Árabe, Jonathan Pine (Hiddleston), gerente noturno de um hotel em Cairo no Egito, recebe um pedido de ajuda de uma hóspede em perigo. Suas ações o levam até o assustador mundo de Richard Roper, empresário e filantropo, que na verdade é traficante de armas e um dos criminosos mais impiedosos do planeta.

Em entrevista exclusiva, Hugh Laurie, que também produz a série, falou sobre sua relação com a história, os personagens e como é trabalhar com Tom Hiddleston, confira:

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Quando você se envolveu com The Night Manager e o que te atraiu nessa trama sw conflito internacional?

Eu me apaixonei pelo livro em 1993. Eu adorava le Carré desde adolescente, completamente fascinado pelo romance sobre essa luta secreta, o conflito entre os mundos internos e externos. The Night Manager é uma história intrigante, quase mítica. Não tenho absolutamente habilidade alguma ou instinto para produção, mas foi a única vez na minha vida que eu tentei tirar um livro do papel. Tentei obter os direitos antes de terminar o terceiro capítulo, mas o grande Sydney Pollack já tinha conseguido. O personagem de Pine é é fascinante: é o cavaleiro solitário que percorre o mundo procurando uma causa, uma bandeira pela qual lutar. Melhor ainda, pela qual morrer. É uma belíssima história. Não posso exigir qualquer crédito por ter feito a coisa decolar. Eu só disse aos produtores que ficaria muito feliz em fazer qualquer trabalho na produção, como ator, fornecedor, qualquer coisa.

Essa adaptação é contemporânea. Como que isso muda a história e se relaciona com o contexto do mundo de hoje?

É uma característica de histórias que resistem ao tempo e podem ser contadas em qualquer configuração de época. A história original envolvia um traficante de armas na época dos carteis colombianos, e outro dia um helicóptero do exército mexicano foi abatido por um míssil e o governo não tem a menor ideia de onde as armas estavam vindo. É isso: Le Carré colocou isso no papel há 20 anos e isso ainda acontece. Aqui nós usamos a imprevisível Primavera Árabe de 2010 pra trazer o livro para os dias de hoje. O roteirista David Farr realizou um trabalho incrível de reinventar o último terço da história para acomodar um continente diferente e um conjunto bem diferente de conspirações. Espero que a gente tenha conseguido dar um frescor contemporâneo, mas mantendo alguma coisa daquela qualidade mítica da obra original.

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As locações da série são todas reais, conta pra gente como foi visitar esses lugares.

Começamos na Suíça, que tem a locação do hotel mencionado no título e é uma coisa incrível abrir a janela do quarto e ver o Matterhorn olhando para você. Aí cerca de um terço da história se passa em Londres e, em seguida, passamos seis semanas no Marrocos e depois em Mallorca por cinco semanas. Não se passou um só dia sem um só membro do elenco dizer: “Não consigo acreditar que eu realmente esteja fazendo tudo isso”. É uma sorte interpretar personagens que vivem uma vida muito luxuosa estilo jet-set e pra isso a gente tem que viver a mesma realidade deles.

Como foi a dinâmica sua com Tom Hiddleston para retratar Roper e Pine?

O personagem Pine é nobre, corajoso, decente, mas também está perdido. Ele procura um propósito e pra isso decide enfrentar “o pior homem do mundo”, o Roper, que fui incumbido de interpretar. Mas essa é uma história ambígua: Pine tem que derrubar esse monstro, mas também resistir ao charme do monstro. O canto da sereia, o olhar da Medusa. O Roper justifica seus malfeitos com lógica e até com certo glamour. Tem horas que veremos Pine hesitar à beira do lado escuro, sem saber para que lado ele vai. Roper também está nesse limite – em algum nível ele quer ser pego, quer ser traído. O público vai testemunhar isso. É uma exploração absolutamente fascinante e encontro isso em muitas coisas escritas por le Carré. Alguns o descrevem como um escritor de espionagem, mas suas histórias transcendem em muito a noção de gênero; ele usa o mundo da espionagem e da inteligência de negócios pra examinar algumas questões profundas. Tomara que a gente consiga ficar à altura do que ele escreveu!

The Night Manager será exibida com opções de áudio e legendas, canal exclusivo da operadora Sky. Assista ao trailer completo:

4 respostas para “Ligado Entrevista: Hugh Laurie, de The Night Manager!”

  1. Augusto disse:

    só pode ser um grande filme/série com esses dois. no aguardo.

  2. vinland disse:

    Ouvi dizer que seria uma minisserie. Procede isso ?

  3. Andries Viljoen disse:

    É um jogada fantástica trazer Le Carré de volta para as telas depois de muitos anos. Ele é simplesmente um dos maiores romancistas do nosso tempo, e tenho certeza que com a série, com Tom Hiddleston e Hugh Laurie a bordo, este será um dos dramas mais originais, ambiciosos e imperdíveis da BBC.

  4. Andries Viljoen disse:

    É uma serie de quarto episodios… Uma interpretação contemporânea do drama de espionagem de le Carré’s – e a 1a adaptação para televisão de um livro de Carré em mais de 20 anos. A minissérie será uma mistura de amor, perda e vingança em uma história complexa sobre a criminalidade moderna.

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