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Por: Redação Ligado em Série

Supermax rompe com a linguagem tradicional da TV aberta e surpreende

por Juliana Ramanzini

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A TV aberta do Brasil parece finalmente disposta a inovar e uma das grandes apostas do ano nesse sentido tem nome: Supermax. A série da Rede Globo, que estréia dia 20 de setembro, promete romper com a linguagem tradicional dos seriados brasileiros, mesclar e transitar entre distintos gêneros e alinhar a produção nacional com o que está acontecendo na TV mundo afora.

A sinopse, por si só, já é bem interessante – Supermax é o nome de um reality show fictício que reúne doze participantes em um presídio de segurança máxima desativado no meio da floresta amazônica. Confinados, os competidores descobrem que têm em comum, além do desejo de conquistar o prêmio de dois milhões de reais, um passado sombrio: todos já cometeram algum crime. Nessa jornada, serão testados ao extremo numa luta pela sobrevivência, tanto física quanto psicologicamente.

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No primeiro episódio exibido para a imprensa, os personagens são apresentados ao público no melhor estilo Big Brother Brasil. Acompanhamos a chegada dos competidores ao presídio e as regras do jogo são reveladas por ninguém menos do que Pedro Bial, que é o apresentador do reality. Conhecemos alguns ambientes do presídio que, pelo cenário, impressiona e ajuda a criar um clima propício ao suspense [saiba mais sobre a prisão de Supermax]. E nisso, espaços como o quarto do pânico, por exemplo, deixam claro que coisas muito bizarras podem acontecer no decorrer dos episódios.

É difícil avaliar uma série que promete inovar e reunir em um thriller elementos de reality, fantasia, drama, ação e suspense tendo como ponto de partida apenas o primeiro episódio. Mas, o que foi apresentado foi o suficiente para despertar muita curiosidade e interesse. Supermax surge como algo muito diferente de qualquer outra produção nacional exibida pela TV aberta.  É uma história que não é protagonizada por um mocinho ou uma mocinha. Aliás, não existe protagonista. Ao contrário, são doze personagens marcantes com histórias obscuras e que se cruzam. Lembram de LOST? Pois é.

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Os “competidores” de Supermax são pessoas que buscam, de alguma maneira, o perdão, a redenção, a superação ou respostas, e para isso precisam lidar com seus próprios demônios, ao mesmo tempo em que lutam para superar as condições extremas impostas pelo jogo e pela convivência com outras pessoas, que não por acaso vivem os mesmos dilemas. Nesse contexto, flashbacks ajudam a revelar elementos da trama e as histórias dos personagens. O cenário, a luz e o som ajudam a criar o clima claustrofóbico e a atmosfera de suspense que tornam o ambiente perfeito para que o jogo aconteça. Algumas cenas, aliás, mostram que esse flerte com o terror pode dar muito certo, visto que a qualidade dos efeitos visuais não deixa a desejar.

Há inovação, mas é fácil de perceber alguns traços bem comuns das produções nacionais. Isso, contudo, não impede que a série se torne um marco, surpreenda o grande público e conquiste o público de nicho. Não podemos esquecer de que se trata de TV aberta e com grande apelo popular. Além disso, a audiência ainda é fator determinante, um obstáculo na quebra total do paradigma. A Globo tem ousado e produzido séries e minisséries de qualidade, interessantes e diferentes como é o caso do humorístico Tá No Ar e da recente Justiça. De todos, Supermax parece ser o projeto que mais busca se conectar e emular aqui o que está acontecendo lá fora, tendo como norte as prestigiadas produções da HBO e da Netflix, por exemplo.

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Na coletiva realizada após a exibição do episódio, o diretor José Alvarenga Jr. (Os Normais, O Caçador e Força-Tarefa) soltou um pequeno spoiler do que vem pela frente: se à primeira vista o gênero reality imperou, podemos esperar por capítulos em que o terror, o suspense e a ação vão dominar. E a grande virada na trama vai acontecer quando os “competidores” perderem totalmente o contato com o mundo exterior, sem saber se foram abandonados à própria sorte, sozinhos e presos no meio do nada, ou se tudo faz parte do jogo.

Sim, há mesmo muitos elementos que já vimos isoladamente em diversas produções estrangeiras, mas misturados assim numa série 100% nacional, definitivamente não. Dessa forma, se você é fã de teorias e especulações, conferir a chegada de Supermax se torna um convite quase irrecusável.

Curiosidades

  • Dos atores escolhidos, apenas Mariana Ximenes, Cleo Pires e Erom Cordeiro são conhecidos do grande público. A idéia era trazer rostos desconhecidos para reforçar a idéia do reality.
  • José Alvarenga Jr. confessou ser fã de LOST e que podemos esperar muitas perguntas sem respostas expositivas ou imediatas.
  • Profissionais que trabalharam no BBB operaram na captação das imagens para dar conferir o tom característico de reality show.
  • Pedro Bial topou de primeira participar do projeto. E, quem diria, essa será sua última participação como apresentador de um reality.
  • A série não foi originalmente planejada para ter uma segunda temporada. Apesar disso, já foi vendida para o mercado latino americano. Também estão negociando com um canal americano, mas para tal, há a exigência de que a série tenha pelo menos três temporadas.
  • Os créditos de abertura de Supermax lembram muito os das séries da HBO (como True Blood, True Detective etc). Vale destacar, aliás, que a versão exibida para a imprensa ainda não estava 100% finalizada.
  • Dos doze episódios de Supermax (que serão exibidos toda terça-feira), onze estarão disponíveis para assinantes da plataforma digital Globo Play antes da estreia [saiba mais].

5 respostas para “Supermax rompe com a linguagem tradicional da TV aberta e surpreende”

  1. adrianotenorio disse:

    Esse texto tá animado demais.
    Pela própria descrição a série é um mix de várias outras já testadas. Vamos com calma antes de festejar que vai “romper paradigmas “.
    E com Pedro Bial de apresentador do reality? Vamos aguardar.
    De elogiar, a decisão de colocar os episódios disponíveis de uma vez no play.

  2. Roberto Ribeiro disse:

    É estranho pra mim isso. Um “reality” ficticio, onde os atores brigam por um premio ficticio

  3. Marco Antonio Lima Galvao disse:

    Quer dizer que não vão disponibilizar o ultimo capítulo no globo play? porque são 12 episódios no total? Se for isso, achei genial a ideia.

  4. Gleibson Acácio disse:

    cleo pires? mariana ximenes? preferia que fosse só com desconhecidos, só de ter essas atrizes fracas já desanima a ver

  5. Moises Lima disse:

    Ja assiti os 11 eps, e a serie me surpreendeu, showwwwwwww, vamos parar com o mimi e da um credito a produção, parabens, assistam e nao se arrependerão

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