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Por: Bruno Carvalho

Crítica | Homeland retorna sem empolgação na 6ª temporada

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Homeland há muito tempo não é a Homeland que a gente conheceu lá em 2011 e contava a história de um soldado americano convertido em uma espécie de “terrorista adormecido” e pronto para causar um estrago em solo norte-americano. De lá pra cá a série entrou numa montanha-russa, ora decepcionando horrores e ora surpreendendo. A série constantemente muda de prioridades e locações e, curiosamente, todo o elenco coincidentemente aparece junto no mesmo lugar, ainda que não tenham absolutamente nada em comum (foi assim em Berlim e agora é assim em Nova York).

Assim, não é surpresa constatar que Carrie Mathison (Claire Danes) está em Nova York e mesmo não trabalhando mais na CIA, é acompanhada por Saul (Mandy Patinkin), Adal (F. Murray Abraham) e Quinn (Rupert Friend) na mesma cidade. Aliás, este último ressurgiu dos mortos para protagonizar a trama mais aborrecida da nova temporada – o veterano de guerra acometido por terrores e traumas e que entra numa espiral de auto-destruição, algo que já vimos e revimos aos montes em todo tipo de produção.

A trama central, embora relevante para os dias de hoje, não se compara à das temporadas anteriores. Se antes tínhamos dúvidas das intenções de Brody e até simpatizávamos com ele, o mesmo não pode ser dito sobre Sekou Bah (J. Mallory McCree). O jovem ativista quer abrir os olhos do mundo para as violências que a “América” também comete em nome da “paz” através de vídeos que de alguma forma buscam justificar ataques terroristas ocorridos em solo norte-americano ou explicar as motivações. Acusado de fazer apologia ao terrorismo, ele é capturado pelo FBI e vê em Mathison sua única chance de defesa.

Ambientado na troca de presidentes – tendo feito ainda a previsão errada sobre o resultado das eleições – o capítulo soou demasiadamente arrastado e protocolar, sem trazer uma ameaça concreta para que Mathison pudesse resolver. Pelo contrário, optou por gastar a sua primeira hora com tramas e subtramas que não trouxeram nenhuma empolgação, apenas para reorganizar as peças para o desenvolvimento da nova temporada.

Não, não foi um episódio ruim e imagino que a série ainda consiga dar a volta por cima, pois já fez isso antes. Mas será que a série tem fôlego para continuar inconsistente desta forma por muito mais tempo? Homeland já esteve bem pior, é fato, mas também já foi bem melhor.

Homeland é exibida todos os domingos à 00h30 pelo canal FOX Action, com reprises ao longo da semana e no app FOX Play.

24 respostas para “Crítica | Homeland retorna sem empolgação na 6ª temporada”

  1. Marcos Freitas disse:

    Na hora que apareceu o Quinn debilitado eu comecei a ter pesadelos com a família do Brody e aquela trama paralela que começava no nada e chegava a lugar nenhum. Tudo bem que eu acho (na verdade, espero) que pelo fato dele ser um ex-agente da CIA devem explorar isso de alguma forma na trama principal, porém mesmo assim pelo menos 1/3 do episódio foi dedicado a explorar o sofrimento dele e foi bem chato, pois não tinha nada acontecendo de fato. O Rupert Friend transformou o personagem e a atuação dele é extremamente convincente, mas mesmo assim eu sinceramente preferiria que ele tivesse morrido. Agora teremos um zumbi de The Walking Dead em Homeland com um arco batido e cliché.

    O resto do episódio eu também achei muito parado, sem nada realmente interessante acontecendo e com uma premissa de uma “reunião secreta” como grande setup, ou seja, estão levando ao limite o que da para fazer de história. No final, depois de acabar o episódio cheguei a conclusão que a série em si já está cansada. No mundo ideal essa seria a última temporada, porém conhecendo o Showtime irão levar essa série até a hora onde a Carrie tiver 100 anos e estiver lutando contra terroristas na cadeira de rodas.

  2. Alan Guilherme Scarpin Agostin disse:

    Quando a série saiu do Paquistão para a Alemanha, perdeu a ligação. A trama ficou sem explicação. Homeland é assim, explica a trama do capítulo 1 ao 4, fica morma do 5 ao 8 e gran finale no 9 e 10.

  3. Lucas Vieira disse:

    Espero que seja tão boa quanto a quinta

  4. Márcio Xavier disse:

    A Carrie está curada? nunca mais a vi em crise.. ou eu perdi algo entre tantas temporadas? Nunca mais vou ver aquele olhar do Scrat quando a noz foge dele? :(

  5. Acho que eles estão descansando isso pra usar num momento mais ~dramático da temporada.

  6. Leonardo disse:

    A série já foi renovada pra 7ª e 8ª temporada antes mesmo dessa 6ª temporada estrear.
    Showtime né, nunca sabendo a hora de parar.

  7. Roger disse:

    A última vez que ela teve um surto foi no 5×02, e foi proposital da parte dela. Desde então ela deve estar tomando os medicamentos corretamente, mas curada ela não está.

  8. klaus disse:

    Pois é…podiam ter se precavido e feito as cenas com dois presidentes, sai a mulher, entra um ator ruivo e repete as falas, daí não teria esse erro de estratégia. Fail.

  9. klaus disse:

    só consigo imaginar o Quinn voltando à aitva, senão o negócio vai ficar muito chato mesmo

  10. Ricardo Luiz disse:

    Falar em “dar a volta por cima” quando só o que se viu foi o primeiro episódio me parece um pouco de precipitação, não? Achei que o episódio preparou todo o terreno pro que está por vir. Pode até decepcionar depois, mas esperemos.

  11. John Locke disse:

    Eu acho que já usaram demais esse artificio que ela fica malucona, assim como ela transar com alguém para conseguir informações.

  12. J.Moretti disse:

    Eu gosto do tempo que será abordado nesta temporada, Homeland é uma série que retrata o agora, e esse é o ponto forte da trama. Eu gosto de ver uma Carrie mais centrada e calma e a única trama que notei fora da principal é a do Quinn, mas que tem um impacto direto na protagonista, não acredito que fique aquela trama desinteressante como foi com a família do Brody. Foi um ep lento e sem grandes acontecimentos, mas nem por isso me deixou menos interessado, gostei muito dos questionamentos que foram apresentados nesse ep e quero ver as consequências disso!

  13. Darjan Duarte disse:

    Passados cinco episódios , acredito que tenha mudado de opinião , não ?!

  14. Ronilson disse:

    Estava pensado nisso.
    Depois de quase três meses, acho que a série mereceria outro post por aqui.
    De qualquer modo, estou gostando da série (já estamos no sétimo episódio).

  15. Bob Trahsman disse:

    otto é george soros???

  16. Darjan Duarte disse:

    Aguardando novo post , a serie merece! rs

  17. Sula Gyaraki disse:

    Gosto da série apesar de ter altos e baixos, mas, serve para verificarmos que algo de Real existe por debaixo das cortinas, o cinema Americano não poupa nem seus próprios descendentes e isso eu tiro chapéu. As corrupções, manipulações, exocentrismos, fazem-nos perceber que não é sómente nosso país com maneiras diferentes, mais atitudes idênticas., sofre com essas manipulações de altos escalões, impingidas ao povo.
    Dou parabéns pela Série.

  18. Renata disse:

    Sabe que eu também me fiz a mesmíssima pergunta? A Carrie desta temporada é uma personagem chata. Quanto à bipolaridade dela, há apenas uma menção, lá nos episódios 8 ou 9, quando ela, diante de um juiz tentando reaver Franny, alega estar medicada há mais de um ano e sem nenhuma crise nesse período. Carrie medicada é uma chatice total. O capítulo 10, momento em que Saul entra no quartinho secreto dela, por exemplo, soa inverossímil. Todos aqueles recortes colados na parede e as linhas que ligam os fatos, remetem a uma Carrie que em nenhum momento foi vista nesta 6 temporada. Concordo com os comentaristas que disseram que a série já dá sinais de cansaço e deveria finalizar já nesta temporada.

  19. Renata disse:

    Olha… você tem razão em muita coisa do que escreveu, sobretudo o tempo que se perdeu nos dois episódios iniciais explorando o sofrimento de Quinn. A forma encontrada para que Quinn sobrevivesse após a apoplexia foi péssima, eu também preferiria vê-lo morto a assistir a um agente nesse estado físico e mental tão degradante. No entanto, quando acompanhamos a evolução da personagem ao longo dos demais episódios, depois de acolhido na casa de Carrie, percebemos que o agente ainda tem muito a dar e o derrame cerebral não foi suficiente para tirar o brilhantismo dele nas investigações e conclusões a que chega.

  20. Renata disse:

    Esta 6 temporada foi a pior temporada. A série deu mostras de que já deveria ter encerrado. Esta temporada foi morna, nada empolgante. Saul esteve absolutamente deslocado a série inteira, assistimos a uma Carrie apática, sem o brilhantismo das séries anteriores, até porque ela só se torna interessante quando está em seus surtos bipolares. Nesta temporada, o palco foi do agente Peter Quinn que, infelizmente, morreu. Detestei isso! Quinn era um personagem apaixonante a meu ver. Matar o personagem depois de tudo o que ele suportou? Quinn foi esfaqueado e sobreviveu a isso; foi vítima de gás sarin e de uma apoplexia, e também sobreviveu. Mesmo todo ferrado ainda mostrava ser um agente insubstituível. Terrível a decisão de matar o personagem nesta 6 temporada. Esse personagem mereceria ir até o fim da série, do meu ponto de vista. As próximas temporadas serão um tédio sem ele e eu estou fora.

  21. André Bires disse:

    E esse SPOILER DE TODO TAMANHO AÍ? Este artigo eh um review do PRIMEIRO EPISODIO! Faltou bom senso…

  22. Renata disse:

    Creio não ter sido a primeira nem a última a dar spoiler, André. Mas a série já terminou e, se não acompanhou… Sorry.

  23. Ricardo Alfano disse:

    Com todo respeito mas devo discordar. Gostei muito das 4 primeiras temporadas, achei a quinta uma decepção…Mas essa sexta temporada revelou uma trama bem interessante…

  24. 5id Vicious disse:

    SIm, a série não começou a mil por hora, mas do meio para a frente fica absurdamente boa, quase tão boa quanto as primeiras temporadas. Argumento denso, narrativa ágil, roteiros afiados, atores ótimos, extremamente crítica dos temas que aborda, Homeland ainda tem fôlego de sobra!

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