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Por: Bruno Carvalho

Estúdios em Hollywood se preparam para a inevitável Greve dos Roteiristas

Foto: Divulgação/WGA West

As tensões com a iminente Greve dos Roteiristas aumenta à medida em que as negociações entre o Sindicato dos Roteiristas (WGA) e a Aliança dos Estúdios (AMPTP) seguem infrutíferas. Além de melhorias nos planos de saúde e previdência, os Roteiristas querem uma fatia maior do bolo dos Estúdios, que somente em 2016 registraram lucro recorde na casa dos 50 bilhões. Em suma, produtores querem dispor de 3x menos verbas que os roteiristas exigem, algo similar ao que é pago aos Diretores

Por conta disso, produtores de conteúdo e estúdios estão realizando diversas reuniões de contingência para antecipar cenários advindos da paralização maciça no mundo do entretenimento.

“As conversas sobre a greve já se tornaram um assunto dominante em Hollywood”

A declaração acima foi dada a uma fonte da Variety, que acredita que a greve é inevitável, já que nenhuma das Partes quer ceder. Canais, serviços de streaming e grandes players do entretenimento podem utilizar-se de roteiros já entregues ou até programação de gaveta para suportar mais uma grande greve. A última durou 3 meses e fez com que mais de 37.000 profissionais da indústria – de vários meios – fossem despedidos, incluindo roteiristas, diretores, contra-regras, técnicos, editores etc.

Foi a partir de 2007, por exemplo, que canais como NBC, CBS, FOX e ABC saíram de um modelo de programação que concentrava todas as estreias na Fall Season e passaram a adotar o calendário de estreias chamado de Year-Long. Isso porque, na época, eles ficaram sem “cartucho para queimar” durante a greve, o que inclusive culminou na enxurrada de reality-shows que invadiu a TV e nela permaneceu desde então.

Serviços de streaming como Hulu, Netflix e Amazon podem ser menos impactados pela paralisação, trabalhando conteúdos já disponíveis e estreias prontas e já agendadas, pois não precisam encher slots de programação com conteúdo linear. O famoso bordão que já tomou conta das redes sociais – “vou aproveitar a greve para por as séries em dia” – pode de fato acontecer e beneficiar quem tem plataformas digitais.

O Impacto da Greve

Se começar no dia 2 de maio, os 12.000 membros do WGA devem imediatamente suspender suas atividades. Quem cai primeiro são os programas do chamado Late NightComedy News que dependem de textos diários.

Entre eles estão: The Tonight Show starring Jimmy Fallon, The Late Show with Steven Colbert, Late Night with Seth Meyers, The Late Late Show with James Corden, Conan, Last Week Tonight with John Oliver, Chelsea, The Daily Show with Trevor Noah e muitos outros.

Depois, a paralização afetará todos os programas, séries e filmes roteirizados que, de alguma forma ou de outra, não estão com roteiros 100% finalizados, o que certamente impactará toda a temporada 2017/2018, seja com cortes de episódios, adiamentos e até cancelamentos. Uma lista exemplificativa dos programas que podem ou não ser afetados está aqui.


Continue acompanhando a cobertura da greve no Ligado em Série.

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