FOTO: AMC

Por: Bruno Carvalho

Crítica | The Walking Dead 8×05: The Big Scary U

Negan está de volta e formou uma espécie de “conselho” para deter Rick e Ezekiel, não antes de termos um flashback para recapitular o que aconteceu com o persistente vilão desde a última vez que o vimos, em mais um episódio lento e arrastado.

Meia hora se passaram desde o início (com direito a uma abertura para estabelecer o óbvio) e tudo que vimos foi mais enrolação desnecessária com o objetivo de preencher o tempo de tela, especialmente nas cenas envolvendo a conspiraçãozinha Eugene e Dwight. Tivemos que aguentar, ainda, mais das insuportáveis piadinhas fálicas de Negan. Aliás, o que foi ele baixando a guarda para o padre no container, hein?

Movendo a trama em passos de tartaruga, os roteiristas prolongam cada situação ao máximo, evidenciando o quão vazia a série está. Criaram mais um conflito idiota, desta vez entre Rick e Daryl com direito a uma briguinha besta que durou 30 segundos e foi logo interrompida quando eles viram que o caminhão ia explodir. Até ajuda pra levantar teve – NO MEIO DA PORRADA.

Aliás, a volatilidade dos personagens é outro grande problema que acomete a série. Negan, por exemplo, é implacável ou complacente quando o roteiro exige por conveniência. É interessante, também, como a saída de “vestir” as entranhas dos walkers é raramente usada, mesmo sendo tão eficiente.

Tecnicamente, o capítulo também deixou a desejar, como no péssimo uso da câmera subjetiva na sequência de fuga do vilão (e que serviu para uma não intencional quebra da quarta parede) e do padre com tiros que simplesmente não saíam da arma ou faziam buraco na cabeça dos andantes. Toda semana The Walking Dead vem trazendo uma preparação pra algo que sempre vem depois. Já é a 5ª semana e tivemos pouquíssimo avanço.

Mais um fraco episódio. Podem vir me xingar, walkindetes. Não vai fazer a série ficar melhor.

ss