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Por: Bruno Carvalho

Crítica | The Walking Dead entrega um de seus piores episódios com 8×03: Monsters

Eu estava gostando desse início de temporada de The Walking Dead, ao contrário de muitos. O ritmo estava consistente, a ação estava eletrizante e a série dava indícios de que estava seguindo em frente com o plano de Rick. Mas nesse 8×03: Monsters as coisas deram uma bela esfriada como a série já mostrou que sabe fazer bem.

Começando com uma montagem inicial esquisitíssima envolvendo Ezequiel e sua trupe, o episódio começou a alternar entre tramas lentas e desnecessárias, que tiram o foco do objetivo principal – desde Rick e Morales (numa ladainha anticlimática), a fraca despedida de Aaron e o Eric (ele larga o cara lá e depois volta pra chorar?) etc. Será que teremos que aguentar 16 longos capítulos à 0h30 de domingo pra segunda e o hiato de fim de ano pra ver Negan finalmente sucumbindo? Eu sinceramente espero que não.

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Foi um episódio com uma direção desleixada de Greg Nicotero (especialista em maquiagem prostética da série). As cenas de tiroteio, bem coordenadas nos primeiros capítulos, aqui soaram gratuitas e apenas para preencher tempo de tela. Já as de ação com zumbis começavam e terminavam abruptamente sem preparação alguma, como aquela em que eles desciam rolando pelo morro.

O roteiro também mostrou sinais de inconsistência (mais uma vez) com aquele embate imbecil entre Morgan e Jesus. Ora, há uma temporada e meia, Morgan estava na mesma vibe de Jesus e agora, só pra criar um momento de luta besta na floresta, inventam esse confronto raso e efêmero com direito à PIOR linha de diálogo que vi esse ano:

Eu não estou certo. Eu não estou certo, mas isso não me faz estar errado”.

WHAT? É impressionante que existe pelo menos uma sala lotada de pessoas supostamente aptas e pagas para entregar roteiros assim. Sim, eu devia ter desconfiado que a série iria baixar a guarda e entregar um episódio fraco (pra muitos os dois primeiros foram, mas discordo). Aliás, os problemas de montagem retornaram na cena entre Maggie e Gregory, que possui um salto temporal inexplicável e sem a menor conexão com a cena anterior (cogitei até mesmo que fosse um erro na transmissão).

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Esse foi um dos piores episódios recentes da série, incluindo toda a sétima temporada. Arrastado, desinteressante, cansativo e até maniqueísta (aquela cena do bebê dado pro Aaron, really?). Nem o ensaio de tensão logo no final com Ezekiel quase executado ajudou.

The Walking Dead voltou pro ponto morto.

ss