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Por: Bruno Carvalho

Entrevista: os garotos de Stranger Things falam ao Ligado sobre a série!

Em agosto eu estive na Cidade do México para o evento #ViveNetflix e lá tive a oportunidade de bater um papo bem bacana com parte do elenco mirim de Stranger Things. Animados, mas também visivelmente cansados da maratona de gravações, viagens e entrevistas, Gaten Mattarazzo (Dustin), Caleb McLaughlin (Lucas) e Finn Wolfhard (Mike) conversaram com o Ligado sobre o sucesso da atração, as mudanças que essa jornada trouxe na vida de cada um e até mesmo sobre a própria Netflix.

O sucesso repentino da série

Questionados se eles sabiam se Stranger Things ia ser esse fenômeno todo, Gaten Mattarazzo abriu o papo: “A gente não tinha como antecipar o sucesso da série, pois quando a gente estava gravando a primeira temporada, era um projeto pequeno e os irmãos Duffer não eram diretores tão conhecidos. Então pra nós foi um choque quando a série saiu e foi esse buzz todo, ainda mais quando não teve quase nenhuma propaganda da série antes.”

Já Finn Wolfhard, o Mike, ti outra teoria: “Eu acho que grande parte do sucesso da série tem a ver com a Netflix, que é uma plataforma mundial. Você pode assistir em qualquer uma das línguas a hora que quiser e está lá acessível pra todos, de qualquer idade. E na Itália é uma mulher que faz minha voz!”

Caleb McLaughlin concorda com o amigo e colega de série: “É mais fácil assistir e viciar em séries Netflix porque você não precisa nem ter uma TV, basta um telefone. O mundo inteiro pra mim é igual, está apenas dividido. Todo mundo quer ver uma boa história na TV.”

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A 2ª temporada

Para Finn, nesta 2ª temporada “muitos dos personagens ainda estarão lidando com o que aconteceu na temporada anterior, mesmo tendo se passado quase um ano. Eles estão mais cientes do que está acontecendo na cidade e querem chegar a fundo do que começará a acontecer com nosso amigo Will.”

Caleb complementa que “na 2ª temporada os personagens já sabem que existe mais do que ‘ursos’ na floresta. Existem os Demogorgons. Então as expectativas do que pode vir são altas, então tudo está diferente pra eles, pois tudo toma uma dimensão ainda maior e inesperada.”

Gaten, por sua vez, destacou as mudanças que Dustin sofreu no 2º ano da série: “Ele sempre tentava ser uma pessoa positiva, mesmo quando as coisas não estão funcionando bem. Mas essa positividade está escapando dele aos poucos e ele está buscando por uma nova forma de lidar com as coisas e entender tudo. Isso é basicamente o que os demais personagens estão passando.” 

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O significado da série

Perguntei também sobre o que a série representa para cada um deles:

Gaten afirmou: “pra mim metaforicamente, a série é sobre união. Se você se une com seus amigos você pode se defender de vários tipos de monstros, dos internos aos externos.” Caleb concordou e adicionou: “a série é, em sua essência, sobre amizade. Como essas crianças ficaram juntas pra enfrentar os bullies, as adversidades e, é claro, os monstros. É uma série sobre superação.”

Sobre “coisa estranhas” e os anos 1980

Gaten disse que acredita nessas coisas paranormais, mas não em monstros, só em alienígenas. Já Caleb foi mais profundo e incisivo: “Eu acredito que os monstros de verdade estão na maldade do ser-humano.”

Eles também contaram sobre como é vivenciar a década de 80 através da série, sem jamais terem vivido nela:

Finn contou: “A gente não é completamente desconectado dos anos 1980 porque nossos pais viveram essa década. Meu pai tinha 16 anos em 1983 e ele sempre me apresentou muita coisa, da música, dos filmes etc. E eu sempre fui muito curioso, então sempre fui fã de Os GooniesET, Caça-Fantasmas e todos os clássicos dessa época. É bem mais fácil se relacionar com os anos 1980 do que com os anos 1780 [risos]”

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Já Caleb disse que: “É incrível poder viver uma década como a de 1980 através da série, pois todos nós somos crianças dos anos 2000. É muito legal atuar nessa época, e também nos dá uma certa liberdade, pois interpretar personagens que brincavam na rua e ficavam o tempo todo fora de casa também nos dá essa sensação de liberdade na vida real.”

Gaten ressaltou que é muito legal trabalhar com a Winona [Ryder] porque todo o elenco jovem se identifica com ela. “Somos atores mirins e ela já foi também. E ela é dos anos 1980, então só de prestar atenção nela atuando já é uma grande escola.”, completou.

Stranger Things está disponível na Netflix. Leia as críticas da1ª temporada e da 2ª temporada.

  • Rodrigo Ribeiro

    Queria saber quando sai a terceira temporada rsrs ancioso

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