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Por: Bruno Carvalho

O Ligado já assistiu: O Justiceiro é uma série intensa, violenta e eficiente

Intensa, violenta e instigante. Assisti a O Justiceiro, a 5ª e não inicialmente planejada série da parceria Marvel e Netflix, e o resultado é pra lá de animador. A crítica, com detalhes mais aprofundados da trama e suas reviravoltas, sairá próximo da estreia no dia 17 de novembro, mas aqui relato minhas primeiras impressões, que são extremamente positivas.

Situada meses após os eventos da 2ª temporada Demolidor, a série traz um Frank Castle que não consegue encontrar paz, mesmo após ter se vingado dos responsáveis diretos do crime que dizimou sua família. Resignado, agressivo e tentando seguir uma rotina no ramo da construção civil, o ex-Justiceiro recebe, através do misterioso Micro (Ebon Moss-Bachrach, de Girls) informações de que a conspiração em torno dele é bem maior do que ele imaginava. Jon Bernthal (The Walking Dead) reafirma aqui ser a escolha certa para o papel.

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Diferente das outras produções, O Justiceiro segue num tom e ritmo próprios (com menos humor do que o de costume), sem se preocupar muito com vigilantes, punhos que acendem e, claro, o já batido Tentáculo. É uma história quase inteiramente paralela, se não fossem apenas algumas interseções, como a presença de Karen Page, de Demolidor Defensores, que tem um papel pontual, mas fundamental na história.

O drama também não utiliza aqueles irritantes filtros coloridos e foca quase todas as suas atenções nas descobertas de Castle sobre seu passado, com direito a flashbacks orgânicos e que ajudam a situar a história sem se tornarem vazios ou repetitivos. Não há, também, tramas paralelas desconexas. Está tudo conectado: do ex-analista da NSA, Micro à agente do FBI Dinah (Amber Rose Revah, de Emerald City).

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É uma série com pesadas cenas de violência envolvendo armas, com direito a elaboradas coreografias de lutas. Elas são eficientes e sem exibicionismo, evidenciando que Castle só quer lutar quando precisa. Guardando tempo para fazer críticas às consequências duras das guerras travadas pelos EUA e tratando de forma clara do chamado “PTSD”, o estresse pós-traumático vivenciado por veteranos afastados, O Justiceiro é uma “série de herói” (se é que podemos chamá-lo assim) nada convencional, mas que se revelou uma excelente surpresa.

Ainda essa semana a crítica completa no ar, bem como o relato de minha visita ao set da série e as entrevistas que fiz com o elenco. ;)


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