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Por: Bruno Carvalho

Crítica | Black Mirror, 4ª temporada: Black Museum

O “The Black Museum” é o museu do crime da Scotland Yard na Inglaterra e a inspiração para um dos melhores episódios de todas as temporadas de Black Mirror. Ele reúne os pilares da série: tecnologia, sarcasmo, pessimismo, humor negro e horror.

Sim, horror e humor juntos e numa roupagem deliciosa de assistir e que dá vontade de nunca acabar. Enquanto carrega seu carro elétrico no interior dos EUA, uma jovem britânica decide passar o tempo num museu do crime de beira de estrada e lá encontra o pitoresco curador que parece gostar até demais das histórias de terror por trás de cada um dos objetos que guarda com muito carinho e dedicação.

Quase fabulesco em sua estrutura, Black Museum aborda aqui o que há de mais absurdo em termos de “ciência médica” e apresenta casos bizarros, fascinantes e chocantes, especialmente envolvendo as tecnologias mentais que estão bastante presentes nesta temporada. Isso tudo ainda sendo capaz de trazer uma subtrama racial com uma reviravolta inteligente e, claro, inesperada.

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É, de certa forma ainda, uma homenagem (sem indulgência) que a série faz a ela mesmo e é repleta de referências a seus capítulos anteriores, incluindo San JuniperoWhite BearWhite ChristmasPlaytestThe National Anthem e outros.

Black Museum é a prova que Black Mirror construiu um universo rico, próspero e único, evidenciando também que a criação e produção de Charlie Brooker e Annabel Jones merece um espaço fixo e anual em nossa TV, seja por trazer belas e sempre intrigantes histórias, seja por ser um exercício válido de como a combinação “homem + máquina” pode ser ao mesmo tempo maravilhosa e perturbadora. Que série fantástica!

A 4ª temporada de Black Mirror estreia sexta, 29/12 às 06h00, na Netflix. Leia as críticas dos demais episódios: ArkAngel, USS Callister, Crocodile, Hang the DJ, Metalhead e Black Museum.

  • Anderson Lima

    Nem dá para chamar esse texto de crítica…

ss