FOTO: DISNEY

Por: Bruno Carvalho

Crítica | Star Wars: Os Últimos Jedi

O coração aperta segundos antes da tradicional vinheta de Star Wars e os letreiros aparecerem na tela. Nem sempre isso é um bom sinal, como aconteceu na criticada 2ª trilogia. Há dois anos, contudo, a decisão da Disney de “renovar” a saga com novos capítulos tem rendido ótimos exemplares, como O Despertar da Força e o side movie Rogue One.

Mas é em Os Últimos Jedi que a nova franquia atinge seu potencial de forma plena. O oitavo capítulo não apenas é um alento para os fãs que temiam se o pouco experiente diretor Rian Johnson daria conta do recado, como também o filme que definitivamente estabelece a história e abre diversas possibilidades para o futuro da já lendária história.

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Enquanto a Primeira Ordem avança na dominação da Galáxia, a Resistência está cada vez mais acuada e precisa contar com a ajuda de Luke Skywalker para se reestabelecer e trazer esperança de volta à galáxia. Abrigados em uma última frota de naves (o que me lembrou a premissa da excelente Battlestar Galactica), os nossos herois Finn e Poe protagonizam os melhores momentos de batalha, enquanto Rey descobre mais sobre a força na Ilha dos Jedi.

Extremamente ágil, Os Últimos Jedi nem parece um filme de duas horas e meia graças ao ritmo frenético com que Rian Johnson e os montadores saltam entre as diversas tramas paralelas que vão se convergindo. O longa também apresenta genuínos momentos de humor, não apenas com os divertidos droides e até em dose maior que os antecessores. As gracinhas, contudo, janais soam forçadas ou fora do tom sóbrio do restante da projeção, cuja fotografia sempre pende para o rubro e o negro denotando um constante clima de perigo.

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Sabendo bem focar nas características únicas e multi-dimensionais de seus personagens, este exemplar também traz consigo algumas belas reviravoltas envolvendo as intenções por trás de determinadas atitudes (não darei spoilers aqui) e que reforçam o poder das já marcantes figuras desta nova geração, incluindo a redenção de Kylo Ren (que no longa anterior parecia um moleque minado) e aqui ganha contornos de líder.

Triste constatar, porém, que o protagonismo que a General Leia tem no filme (por vezes pensei que a personagem de Laura Dern seria sua sucessora) terá que ser interrompido eventualmente num futuro capítulo devido à morte trágica e prematura da atriz.

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Contando com memoráveis sequências de ação que deixará os fãs com um sorriso no rosto, Os Últimos Jedi é um longa inquestionavelmente eficiente na tarefa de manter Star Wars viva e pulsante para uma nova geração.

2 respostas para “Crítica | Star Wars: Os Últimos Jedi”

  1. Rodrigo Inacio disse:

    Assino embaixo.

  2. markueca disse:

    Impossível não associar a perseguição do Destroyer ao Cruzador da Resistencia com a perseguição dos Cylons aos Humanos em BSG.
    Alguém me esclarece uma coisa: Aquarela do Brasil foi creditada na produção, mas não faço idéia de onde possa ter sido usada.

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