FOTO: AMAZON PRIME VIDEO

Por: Bruno Carvalho

Crítica | Electric Dreams, série antológica baseada na obra de Philip K. Dick

O Amazon Prime Video estreou Electric Dreams, uma antologia a em 10 capítulos baseados em vários contos escritos pelo autor Philip K. Dick, que revolucionou o gênero literário da ficção científica. Classificaria como uma mistura instigante entre Black Mirror (mas menos tecnológica) com Arquivo X (quando era boa). O elenco é fenomenal.

Os capítulos trazem excelentes nomes como Steve Buscemi (Boardwalk Empire), Bryan Cranston (Breaking Bad), Greg Kinnear (Rake), Maura Tierney (The Affair), Mireille Enos (The Killing), Anna Paquin (True Blood), Terrence Howard (Empire), Liam Cunningham (Game of Thrones), Richard Madden (Game of Thrones), Vera Farmiga (Bates Motel), Juno Temple (Vinyl) e muitos outros.

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Peculiares, cada um dos episódios apresenta histórias bem distantes tematicamente entre si, o que não deixa de ser interessante ao notarmos a disparidade quando saltamos de uma para outra. A série navega bem entre as diversas histórias apresentadas, indo aos confins do espaço ou narrando histórias mais cotidianas, e sempre com muita fantasia, imaginação e uma boa dose de alegorias.

Talvez algumas histórias possam parecer não ter um final claro ou até mereçam ser mais bem exploradas no futuro – lembrando, são baseadas em contos do autor da obra que deu origem a Blade Runner -, mas fazem parte de uma antologia cujo fundamento é o exercício do imaginário e do impossível, já que K. Dick nasceu em 1928 e constantemente teorizava sobre o futuro.

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Sabiamente, seus contos foram adaptados por nomes importantes como Ronald D. Moore (Battlestar Galactica), Michael Dinner (Justified), Jack Thorne (Harry Potter, Matthew Graham (Doctor Who), Dee Rees (Bessie), Travis Beacham (Pacific Rim) e outros, que fizeram um trabalho consistente na atualização (e, muitas vezes, moderninzação) dos contos.

A qualidade técnica é notável em praticamente todos os episódios, oferecendo efeitos visuais de primeira linha e não tão característicos de séries inglesas (a produção é do Channel 4 com a Amazon e Sony). Talvez nem todos curtam os capítulos, justamente por sua heterogeneidade, mas certamente há ótimas histórias como Real Life, Human Is, The Father Thing e, meu favorito, The Commuter.

Para quem curte ficção científica e não curtiu (eu adorei) a 4ª temporada de Black Mirror da Netflix, Electric Dreams é uma ótima alternativa.

 

  • Felipe Diaz

    QUE ELENCAO DA PORRA!!!

  • Ze

    Data?

  • Lê o primeiro parágrafo, migo.

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