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Por: Bruno Carvalho

Crítica | UnREAL retorna para a 3ª temporada com fórmula batida

UnREAL trouxe certo frescor ao gênero dramático quando estreou em 2015 abordando os bastidores de um reality de relacionamentos e trazendo Constance Zimmer (Entourage) em uma performance forte e matadora. Duas temporadas se passaram e a série, que retorna esta noite às 22h50 no canal Lifetime (apenas com opção dublada), parece não saber como se reinventar.

Em relação aos anos anteriores, há apenas uma mudança: o Everlasting (série dentro da série) agora terá uma mulher como a solteira, algo que sequer é inédito na história do próprio programa. De resto, tudo que já vimos retorna: Rachel (Shiri SAppleby) retornando ao cargo de produtora da atração após um tempo afastado, Quinn (Zimmer) com sua adorável boca suja de sempre e Chet (Craig Bierko) novamente como um misógino incorrigível.

Já o roteiro, que aparentemente quer abordar o necessário empoderamento feminino colocando uma CEO do Vale do Silício como a cobiçada da vez, imediatamente derrapa ao retratá-la como uma mulher frágil, indecisa, facilmente manipulável e desesperada por um marido (a bonita e bem-sucedida loira não conseguiu arrumar ninguém por meios tradicionais, afirma o texto). As situações retratadas também não saem do lugar-comum estabelecido pela própria produção, com muitas intrigas e um arrastado vai-e-vém de produtores com seus talentos atrás e na frente das câmeras.

É até possível que UnREAL venha a entregar uma temporada mais satisfatória do que o desastroso segundo ano, mas pelo episódio Juramento que abre a nova leva de capítulos, não há porque ficar animado.

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