FOTO: MGM STUDIOS

Por: Bruno Carvalho

O-T Fagbenle, o Luke de The Handmaid’s Tale, fala ao Ligado sobre a série!

Baseada no romance best-selling de Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale estreia sua primeira temporada neste domingo, 11 de março às 21h, no Paramount Channel.

A série conta a história de Gilead, uma sociedade totalitária governada por um regime fundamentalista. É lá que conhecemos uma das poucas mulheres férteis restantes num futuro apocalíptico, a agora chamada Offred (Elisabeth Moss, Mad Men), que é forçada a servir como escrava sexual numa última tentativa desesperada de repovoar o mundo. Nessa sociedade assustadora, Offred tem que encarar Commanders, suas cruéis esposas, a doméstica Marthas e suas queridas artesãs com um único objetivo: sobreviver e encontrar sua filha que foi tirada dela.

Fora de Gilead, Luke, o marido de June, agora batizada de Offred, lidera a resistência contra esse regime e busca desesperadamente uma forma de resgatar sua mulher e todas as mulheres que estão capturadas nessa distorcida realidade.

Eu bati um papo com o intérprete de Luke, o ator britânico O-T Fagbenle, que também já esteve na série Looking da HBO. Veja como foi o papo:

O que te atraiu para esse ambicioso projeto e, especificamente, para o papel de Luke?

Enquanto eu fazia a série Looking tive o meu primeiro contato com o livro de Margaret Atwood, e desde então fiquei completamente fisgado por essa história e pra mim é uma honra poder interpretar Luke. Tentei entrar nesse projeto de toda forma possível.

Quem é Luke e qual será o a importância do personagem nesta primeira temporada?

Luke é o marido de June e eles são cidadãos dos EUA quando o novo regime toma conta e rapta ela. O papel de Luke é mostrar o que acontece do lado de fora de Gilead depois que June é levada e transformada numa escrava da procriação.

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Você estabelece algum tipo de paralelo com o que é retratado na série com o que está acontecendo no mundo hoje de alguma forma?

Sim, acho que uma das coisas interessantes da história de Margaret é que podemos traçar um paralelo com várias coisas que vêm acontecendo com o mundo desde então, e mais recentemente a administração de Trump e a divisão que ela causou nos EUA, o que acontece com as mulheres em Hollywood com o movimento #Time’sUp e não importa onde estamos no mundo, podemos ver os perigos de viver numa patriarquia e num governo absolutista.

Acha então que a série serve como um alerta ou apenas um exercício narrativo de como seria uma distopia?

Conversei bastante com Margaret sobre isso e a resposta dela pra esse questionamento não é sobre ‘qual a função da série?’, mas sim o que ela significa pra você. Acho que cada um com base na sua realidade tirará uma mensagem da série de acordo com o que ela está vivendo.

Acho que o que queríamos ao fazer a série é proporcionar um conteúdo de entretenimento que fosse uma experiência para o espectador, dando elementos pra ele refletir sobre como um regime totalitário pode impactar a vida de milhões de pessoas.

FOTO: MGM STUDIOS

O que vocês estão sentindo sobre a repercussão que a série atingiu, especialmente por ser uma série dirigida e escrita por mulheres?

É absolutamente gratificante, como um sonho que se tornou realidade de uma forma. Eu sempre me senti estranho em um set de gravação onde 90% das pessoas que trabalham lá são homens brancos e de certa forma isso representa uma patriarquia. Então acho que The Handmaid’s Tale ajuda a balancear o sistema. O que é mais extraordinário sobre a série não são os cromossomos das realizadoras, mas sim a capacidade criativa desse time e isso é o melhor de tudo.

The Handmaid’s Tale estreará com opções de áudio original, áudio dublado e legendas no Paramount Channel.

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