FOTO: DISNEY

Por: Bruno Carvalho

Crítica | Han Solo: Uma História Star Wars é uma divertida e ágil aventura

Han Solo: Uma História Star Wars é um filme despretensioso, mas não por isso desinteressante. Apesar de ter sofrido problemas em sua produção – que jamais são refletidos na tela – o longa então dirigido por Ron Howard (O NáufragoArrested Development) traz consigo uma trama simples, mas extremamente eficiente ao contar a história do jovem Han Solo e suas aventuras antes de se tornar o heroi que conhecemos.

Vivido por Alden Ehrenreich, que está longe de ser o desastre de atuação apontado pelos rumores que antecederam a estreia, o jovem Han Solo vive em um planeta decadente e é obrigado a fazer serviços sujos para Lady Proxima, membro da elite que escraviza os habitantes e os mantém em uma constante zona de conflito. Obstinado a fugir do lugar com sua namorada Qi’Ra (Emilia Clarke, Game of Thrones), eles acabam separados no último minuto e ele embarca numa jornada tortuosa para resgatá-la.

A premissa de Solo é apenas o pano de fundo para que Howard comande um filme guiado pela ação de ótima qualidade, repleto de sequências ágeis que vão desde um assalto a um trem nas montanhas até grandes tiroteios. Em seu caminho, Han Solo (cujo sobrenome é explicado de forma genial) também conhece o saqueador Beckett (Woody Harrelson, ótimo como sempre) e a icônica figura do universo Star Wars Lando Calrissian, aqui vivida com uma intensidade e complexidade fenomenais pelo talentoso Donald Glover, evidenciando este como um dos pontos altos de sua proeminente carreira.

Embora não haja aqui, de forma direta, toda aquela mitologia presente na saga com os Jedi, a luta entre bem e mal e os conflitos familiares de costume (embora Beckett acabe virando, ainda que por pouco tempo, uma figura paterna para Solo), há momentos no longa em que um objetivo ou uma alegoria “maior” fique faltando, especialmente algo que faça algum tipo de ligação com o “futuro”. Não que não existam boas e interessantes referências ao universo criado por George Lucas, pois há, mas em Solo elas não passam de meros easter eggs.

Dinâmico, inclusive nas relações entre os personagens – novamente, Lando é o melhor de todos -, Han Solo: Uma História Star Wars pode até não ser essencial para a franquia e é um projeto claramente caça-níqueis por parte da Disney. Felizmente, o filme entrega duas horas de um roteiro conciso, ágil, divertido e que vale esse mergulho “fora de época” no universo que tanto gostamos. Tinha tudo para ser um desastre, mas no fim foi uma agradável surpresa.

ss