FOTO: DISNEY

Por: Bruno Carvalho

Steven Spielberg compra briga com a Netflix por conta do Oscar

Steven Spielberg está bravo. Ele não aceitou que o filme Roma da Netflix tenha sido indicado ao Oscar, mesmo estando dentro das regras da Academia. Pra ele, o longa do colega Alfonso Cuarón é um “telefilme” e que, por isso, deveria ser indicado apenas ao Emmy, o prêmio da televisão.

O cineasta alegou, segundo a IndieWire, que pretende entrar com um recurso na Academia para impedir que a Netflix volte a indicar filmes ao prêmio, porque considera “injusto” com os outros filmes, já que exemplares como Roma ganham uma estreia limitada nos cinemas apenas para entrar nas regras, mas a empresa gasta milhões de dólares na campanha publicitária.

E daí? Existe alguma regra no Oscar de que o estúdio é obrigado a apenas utilizar o resultado de bilheteria na campanha? Não, e se não fosse assim longas com resultados ínfimos nos cinemas nunca teriam vencido se não fosse o investimento de estúdios, como vários com que Spielberg já trabalhou.

A Netflix, esperta que só, já está em discussões com exibidores para realizar um lançamento amplo de O Irlandês, longa de Martin Scorsese Al Pacino, Robert DeNiro, Joe Pesci, Anna Paquin e grande elenco. Foi Scorsese que pediu isso, mas a birra de Spielberg só vai impulsionar essa jogada.

A decisão do realizador denota um corporativismo estúpido e vai contra a maré, ao querer mudar as regras no meio do jogo por não aceitar o inevitável. A indústria está mudando, o streaming é uma realidade e cada vez mais novos players vão aparecer e produzir conteúdo com janelas reduzidas ou inexistentes entre Cinema e TV. Não é injusto, como alega Spielberg. É o jogo.

Os comentários estão desativados.

ss