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Por: Bruno Carvalho

#NetflixNoBrasil: Diretoras de Séries Originais dão um panorama animador do que está por vir!

Durante a última junket da Netflix no Brasil para o lançamento de quatro novas séries e temporadas de séries nacionais, conversei com Maria Ângela de Jesus, Diretora de Programação Original no país e Chris Sanagustin, Diretora de Produções Originais Internacionais. O prognóstico parece animador.

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Já no começo de 2019, a empresa anunciou vários títulos, incluindo a já em exibição (e excelente) Coisa Mais Linda, a 3ª temporada de 3%, a 2ª temporada de Samantha! e a interessante O Escolhido. Além disso, ao longo do ano, teremos mais atrações que incluem as produções Cidades Invisíveis, Ninguém Está Olhando, Irmandade, Onisciente, Spectros e a 2ª temporada de O Mecanismo.

Diversidade no Centro de Tudo

Vinda da HBO Latin America, onde produziu as séries O Hipnotizador, A Vida Secreta dos Casais, Magnífica 70, Psi, O Negócio, Mandrake, Filhos do Carnaval e Alice, Maria Ângela chegou a Netflix com uma tarefa herculéa: estabelecer as produções nacionais originais da empresa. Pra ela, a missão é “Trazer novas paisagens para as nossas produções. Não há fronteiras para uma boa história.”

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Para Maria Ângela, o conteúdo internacional da Netflix pode voar pra qualquer lado e 3% foi uma prova disso, já que 50% da audiência da série veio de outros países que não o Brasil. “As histórias que estamos contando trazem acima de tudo a diversidade. Os temas são diversos, fugindo do eixo Rio-São Paulo de ambientação e tanto os criadores quanto o elenco têm a diversidade como característica.

Exemplo disso é O Escolhido, drama de ficção científica com toques de mistério que é ambientado na Amazônia e conta a história de dois médicos que viajam para locais remotos e enfrentam o dilema entre fé e ciência.

Temas Universais com Especificidade

Diferentemente do que redes norte-americanas fazem, a Iniciativa de Originais da Netflix está buscando especificidade, como aponta Chris Sanagustin: “Mesmo tendo a oportunidade de falar com um público de mais de 130 milhões de pessoas em 190 países, a ideia não é criar séries ‘pasteurizadas’ para agradar a todos. Temos e celebramos a especificidade local. Isso possibilita produzirmos séries inesperadas de locais inesperados, como o suspense de viagem no tempo Dark vindo da Alemanha, como a própria aventura distópica saída do Brasil com 3%”.

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Maria Ângela se diz extremamente orgulhosa do slate que está ajudando a construir na empresa: “Estamos experimentando novos formatos e descobrimos que para uma série viajar bem, basta que ela tenha temas universais, independente de sua origem. A gente não faz a série pensando no mercado internacional, isso vem com a montagem de uma boa história e a Netflix permite isso”.

Maria Ângela completa: Uma história local sobre superação (Coisa Mais Linda), transformação (O Escolhido) ou sobrevivência (3%), por exemplo, tem o potencial de atingir o mundo inteiro. O sucesso local e internacional é inerente à escolha de uma boa história e é assim que começamos o nosso processo. Queremos ser algo pra alguém em vez de nada pra todos.”

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