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Por: Bruno Carvalho

Crítica | Big Little Lies retorna com potencial para mais uma excelente temporada

Neste domingo (9/5) às 22h, a HBO reestreia Big Little Lies, originalmente uma minissérie que acabou ganhando uma inesperada 2ª temporada. Digo isso porque além da produção ter sido concebida assim, seus sete episódios iniciais cobriram e exauriram o material de origem do livro homônimo da escritora Liane Moriarty. A boa notícia, contudo, é que a própria escritora cuidou dos roteiros da nova temporada e sua obra ganha a partir de hoje uma bem-vinda sobrevida nos novos capítulos.

Hollywood funciona como um caça-níqueis e esta 2ª temporada não teria ocorrido se a minissérie não tivesse sido um sucesso, é verdade, mas o capítulo de estreia exibido à imprensa pela HBO mostra que há, sim, mais da história a ser contada e um potencial novo mistério à vista.

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Big Little Lies tem como premissa fundamental mergulhar por baixo das aparências do “mundinho perfeito” da pequena e abastada comunidade californiana de Monterey, onde segredos e mentiras (pequenas e grandes) são varridas para debaixo de caros tapetes. Retomando a narrativa pouco após os últimos eventos, reencontramos Celeste (Nicole Kidman), Renata (Laura Dern), Madeline (Reese Witherspoon), Jane (Shailene Woodley) e Bonnie (Zoë Kravitz) tentando aos poucos recuperarem suas rotinas.

Mas a calmaria que tomou conta da cidade com a investigação sobre a morte de Perry estagnada está prestes a mudar, graças à chegada de Mary Louise (Meryl Streep), a mãe do de cujus. Durona, com personalidade forte, direta (até demais) e sempre aparentando saber mais do que demonstra, a personagem ganha vida graças ao casting perfeito que vem para abrilhantar ainda mais um elenco multi-estrelado e talentoso.

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Ademais, a troca de Jean Marc-Vallée por Andrea Arnold (Transparent) no comando da atração acabou servindo para trazer uma nova perspectiva agora que há apenas um grande segredo a ser mantido assim pelas então batizadas de “As Cinco de Monterey”. Big Little Lies, assim, retorna sem precisar estabelecer as personagens principais, mas sim passa a desenvolvê-las, introduzindo mais elementos.

Outra grande virtude da (agora) 1ª temporada é a montagem críptica do show, com pedaços de passado e futuro inseridos em cortes rápidos e secos ao longo da narrativa, indicando que há ainda muito território a ser explorado (o que justifica, ainda, o retorno de Alexander Skåsgard como Perry em forma de flashbacks e sequências de sonho).

A série retorna mostrando que não será apenas “mais do mesmo” – muito graças à introdução de Mary Louise -, com grande enfoque nos sempre interessantes e afiados diálogos, insinuações e, é claro, intrigas que marcaram esta produção. Se o episódio desta noite (2×01: What Have They Done?) é um prelúdio do que está por vir, pode-se cravar que esta será, novamente, uma excelente temporada de Big Little Lies.

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