FOTO: SONY PICTURES

Por: Bruno Carvalho

Bad Boys Para Sempre é diversão sem limites do início ao fim

Bad Boys foi um dos grandes exemplares do gênero “comédia de ação” presentes nas décadas de 80 e 90 após Um Tira da Pesada e Máquina Mortífera trazendo os jovens Will Smith e Martin Lawrence como “buddy cops” lutando contra o crime organizado em Miami e que ganhou uma espalhafatosa sequência em 2003 que enterrou a franquia de vez.

17 anos depois, sai Michael Bay (do péssimo Esquadrão 6) do comando e entram os diretores Adil e Billal (Snowfall) e o resultado não é menos do que excepcional. Poucas vezes Hollywood conseguiu retomar e atualizar tão bem um blockbuster dos anos 90 como acontece com Bad Boys Para Sempre.

A trama retoma a jornada dos detetives Mike e Marcus, agora mais maduros e lidando com conflitos geracionais, enquanto descobrem que policiais e figuras jurídicas do condado Miami-Dade estão sendo alvos de um implacável assassino, o que inclui o próprio personagem de Will Smith. Sem deixar o humor e a irrepreensível dinâmica entre este último com Lawrence, o longa apresenta uma série de personagens novos (incluindo aqueles interpretados por Vanessa Hudgens, Charles Melton, Alexander Ludwig e Paola Nuñez), em especial a ótima vilã de Kate del Castillo (Ingobernable).

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Mas mais do que simplesmente apelar para a nostalgia, Bad Boys para Sempre entrega também o melhor roteiro da trilogia, que ao mesmo tempo mantém a “aura” do passado e se estabelece no presente graças a uma inusitada (mas bem justificada) relação de Mike com seus primeiros anos na força, empregando um peso dramático real e inédito na franquia.

Divertido e dosado na medida certa, o filme lida muito bem com seu lado mais sentimental agora que a dupla de protagonistas não possui mais o vigor de outrora e passa mensagens sobre união, moralidade e as diversas “famílias” que construímos ao longo da vida. Destaque claro, também, para as alucinantes sequências de ação – todas muito bem conduzidas pela dupla de diretores – distanciando-se do caos fotográfico empregado por Bay nos exemplares anteriores.

O resultado disso é um filme que empolga do início ao fim, deixando ainda aberta a porta para que a história siga em frente graças a uma interessante mudança na “dinâmica” de certos personagens agora que o passado finalmente reencontra o presente (não quero dar spoilers aqui). Ainda que indulgente e com algumas saídas bem convenientes e que poderiam ser melhor resolvidas, Bad Boys Para Sempre é a prova viva de que é possível reviver sem repetir.

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