A televisão com cheiro tem chance de sair do papel?

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Ao longo dos anos, o design e a qualidade dos aparelhos de televisão evoluíram. O brasileiro, como um dos povos do mundo que mais consome conteúdos televisivos, acompanhou e adquiriu as novas tecnologias de cada época.  Como as tecnologias estão em constante transformação, há sempre expectativa de novidades para este mercado.

Recentemente, as smarts TVs chegaram prometendo autonomia e acesso à internet aos consumidores. A tendência ganhou o coração de todos. O mercado viu nesta novidade grandes oportunidades e lançou aparelhos externos, que lembram as antigas parabólicas, para conectar antigos modelos de televisão e transformá-los em smart. Hoje, a tendência chegou na maioria das casas.

Mas nem toda novidade dá certo. Grandes marcas apostaram nos aparelhos 3D e fracassaram. No papel a ideia era boa: aumentar a realidade e levar a experiência dos cinemas para todas as casas. Entretanto, alguns motivos fizeram com que o público não fosse atraído pela novidade.

Entre os motivos, a falta de um padrão único atrapalhou. Houve aparelhos lançados com 3D passivo, que se baseiam em óculos com lentes polarizadas. Outras foram disponibilizadas com 3D ativo, onde os óculos utilizam lentes com tecnologia LCD ou mesmo Plasma. Mas o maior dos problemas ainda foi a falta de conteúdo com esta tecnologia. A qualidade da imagem geralmente era perdida no formato 3D e logo a tendência foi abandonada pelos consumidores e também pelas empresas fabricantes.

Diante deste cenário fica a dúvida: a tão esperada televisão com cheiro, tem chance de sair do papel? Há indícios de que sim. O estudo mais recente sobre o tema é de pesquisadores japoneses. O televisor criado por eles é uma tela normal que usa quatro coolers nos cantos do aparelho para criar uma experiência de olfato.

Ao fundir e ajustar vapores alimentados por estas quatro correntes de ar, a equipe pode criar uma ilusão realística nos telespectadores, que acreditam que o cheiro é proveniente de áreas localizadas na tela. O fluxo de ar direcionado tem sua velocidade modulada pelos coolers e os cheiros vêm de “chips” de aroma de hidrogel que emitem o vapor quando são aquecidos.

Uma outra experiência científica, que durou dois anos, feita pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em parceria com a empresa Samsung, conseguiu criar um pequeno dispositivo que pode ser colocado na parte de trás do aparelho de TV e transmitir milhares de odores ao telespectador.

Assim como a Smart TV, algumas empresas estão focadas em criar aparelhos aromatizantes para transformar a experiência de jogos e filmes. A empresa francesa Olf-action desenvolveu e está testando o SMELLIT, um dispositivo que utiliza uma série de essências para reproduzir combinações aromáticas com muita qualidade.

Mas, enquanto as fábricas não desenvolvem um aparelho específico para essa experiência olfativa, podemos criar a nossa própria ambientação. Prepare um espaço confortável, desligue todas as luzes e com a ajuda de um difusor de aromas, escolha a essência que mais combina com o seu filme ou série e aproveite!

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